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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tinha uma arvore no meio do caminho


Havia, na Av do Exercito em São Cristóvão uma enorme árvore, mais precisamente uma tamarineira, dividindo a pista. A árvore não foi plantada no meio da rua. A area fazia parte da Quinta da Boa Vista, residencia da familia real, a rua so viria a surgir decadas depois, em 1922, ligando a Quinta da Boa Vista ao Campo de São Cristóvão. E a arvore foi preservada, ficando bem no meio da rua. Durante os anos 1980 trabalhei ali perto e sempre admirava aquela arvore. Ela tinha um sinal de transito que piscava sem parar. Anos se passaram e nunca mais passei ali. Ha pouco tempo voltei a passar la e reconheci a rua. Lembrei da arvore, mas ela não estava mais lá.
Procurei saber e descobri que nos anos 1990 um raio a atingiu e finalmente ela foi retirada. Muitos gostaram, ja que ela atrapalhava o transito, muitos ficaram tristes, Enfim virou historia.
Hoje passei por la novamente, e dá uma sensação que falta algo naquela rua, apesar do transito intenso,ela parece vazia.


                                                 Foto agencia O Globo 1968


A tamarineira no meio da Avenida do Exército, não está mais lá, para tristeza de muitos. No entanto, a via continua arborizada, com árvores dos dois lados. Nenhuma igual àquela.



sábado, 19 de novembro de 2011

Braz de Pina - O Bairro Jardim


Braz de Pina, foi um antigo e conhecido latifundiário, comerciante português, que vivia da pesca da baleia no século XVIII. Nessa região, de sua propriedade, existia um engenho de açúcar atravessado por uma estrada, hoje conhecida como Estrada do Porto Velho, pois ali se localizava um pequeno porto, de onde partiam suas embarcações. Naquela época o comércio da baleia era uma atividade muito próspera, pois além da carne, era aproveitado o óleo da baleia, na iluminação dos lampiões de rua e na argamassa nas construções das casas.
No início do século XX, essas terras se tornaram fazendas pertencentes a tradicionais famílias: os Gamas, os Enes e os Lobos. A Companhia Imobiliária Kosmos, adquiriu parte dessas terras, loteou, planejou e construiu um bairro modelo que se chamou Vila Guanabara, ou Braz de Pina , como se tornou conhecida, por causa da estação da estrada de ferro que ali havia sido construída anteriormente. Esse projeto foi inspirado no projeto inglês das “cidades jardim”, quando o prefeito Pereira Passos contratou urbanistas para planejar a descentralização da cidade. Vila Guanabara ou Braz de Pina, chamada a “Princesinha da Leopoldina”, destacava-se pela beleza e harmonia de seu traçado urbano. Como bairro modelo projetado, suas ruas calçadas de paralelepípedos, foram arborizadas com eucaliptos, flamboyants, ipês e sapucaias. ..As casas construídas em estilo neo colonial, na sua maioria, bangalôs ou inglês, como na construção do conhecido “castelinho”,
esquina de rua Jorge Coelho com Caraipé; ou ainda prédios estilo art deco, como o antigo cinema Santa Cecília, esquina de rua Itabira com Oricá. Através dos muros baixos das construções, podiam se ver jardins gramados e floridos. O canal da Av. Arapogi, sempre bem cuidado, era um cartão de visita com as laterais gramadas e as calçadas arborizadas com eucaliptos. O núcleo de alguns quarteirões, antecipando um atual sistema de condomínios, abrigava um pequeno bosque de eucaliptos, comum a todos os quintais.
O jornal “A Noite”, um dos mais importantes, da época noticiava numa reportagem: “Braz de Pina, parece ter sido feita de um pedaço de Ipanema ou do Leblon. O mesmo aspecto, as mesmas linhas. É um bairro digno de ser visitado e conhecido”. Ou ainda numa declaração de Herbert Moses, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da época: “Braz de Pina , é sem favor nenhum o nosso mais aprazível bairro jardim”.
Em 1929, foi inaugurada a paróquia de Santa Cecília, “Padroeira dos Músicos” e do bairro, uma construção em estilo renascentista romano, cópia fiel de uma antiga igreja em Berne, na Suíça. O prédio foi uma doação de Guilherme Guinle, presidente da Companhia Kosmos, devoto da santa, para a nova comunidade que se instalava no lugar, sendo a primeira igreja do bairro. 












                                 O casarão visto pelo angulo da Rua Jorge Coelho



                                 Igreja Assembleia de Deus, Rua Idumé
                                   
               Igreja de Nova Vida na Rua Itabira, a mesma fachada preservada do antigo cinema Braz de Pina.
                            Depois do fechamento do cinema neste mesmo local funcionou o Supermercado Leão.   


                                        Av Arapogi, IACI à direita.


                               Estudios Sergio Dutra, Rua Iricumé esquina com Av Arapogi.

                                 Colegio São João Bosco - Onde fiz o 2o grau

                         Igreja de Santa Cecilia - Sincronia perfeita entre a edificação e a natureza




                               Casa situada na Av Arapogi  ainda conserva as mesmas caracteristicas dos primórdios 
                               de Braz de Pina  inclusive os muros baixos. 


                                             Escola São Paulo, onde fiz o 1o grau

                                Praça Anhangá

               Esta casa foi reformado e conservou as caracteristicas originais. Muros baixos e grandes varandas

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jardim Zoológico de Vila Isabel

O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, fundado no bairro de Vila Isabel pelo Barão de Drummond, foi inaugurado em 06/01/1888 como 1º Jardim Zoológico do Brasil. O primeiro zoo carioca teve uma área com riachos, lagos artificiais e uma extensa coleção de animais domésticos e selvagens, com bichos brasileiros como jacarés e macacos, mas também com atrações exóticas como elefante e leão, por exemplo. O estabelecimento dispunha de papel timbrado com dizeres simples, mas era diferente para a época: “Jardim Zoológico – Villa Izabel – Rio de Janeiro”.
Hoje, o atual Jardim Zoológico do Rio de Janeiro está localizado no Parque da Quinta da Boa Vista s/nº, no bairro de São Cristóvão.
O passar dos anos, entretanto, trouxe dificuldades financeiras... Para solucionar o problema e salvar o zoológico de uma crise, o Barão criou o “jogo do bicho”, (o curioso é que primeiramente foi cogitado fazer o jogo das flores, baseado num jogo ja existente no Mexico),  atraindo a atenção de visitantes, moradores do bairro e, mais tarde, de toda a cidade, que faziam suas apostas pela manhã e retiravam o resultado à tarde... A ideia do Barão de Drumond acabou por transformar-se em uma marca no cotidiano da cidade, mas não foi suficiente para salvar o antigo zoológico, que terminou fechando suas portas na década de 1940.





                                                       Foto do local nos dias de hoje

                                                       E assim nasceu o jogo do bicho...
       
Bilhete de entrada do Jardim Zoológico de Vila Isabel, datado de 1895, com o qual se fazia o jogo do bicho. Reprodução fotográfica MIS.
Esta entrada dá ao portador o direito de um prêmio vinte vezes o valor da mesma, se lhe sair o animal premiado... (válido por 4 dias)
ESTA ENTRADA NÃO PODE SOFRER A MENOR ALTERAÇÃO


Samba-Enredo 1976 - Sonhar com rei dá leão 
Beija-Flor de Nilópolis
Sonhar com anjo é borboleta,Sem contemplação,Sonhar com rei dá leão,Mas nesta festa de real valor,Não erre, não,O palpite certo é Beija-Flor (Beija-Flor)
Cantando e lembrando em cores,Meu Rio querido, dos jogos de flores,Quando o Barão de Drummond criou,Um jardim repleto de animais,Então lançou,Um sorteio popular,E para ganhar,Vinte mil réis com dez tostões,O povo começou a imaginar...Buscando,No belo reino dos sonhos,Inspiração para um dia acertar
Sonhar com filharada,É o coelhinho...Com gente teimosa,Na cabeça dá burrinho,E com rapaz (bis)Todo enfeitado,O resultado, pessoal,É pavão ou é veado
E assimDesta brincadeiraQuem tomou conta em MadureiraFoi Natal, o bom NatalTransformando sua escolaEm tradição do carnavalSua alma hoje é águia brancaEnvolta no azul de um véu
Saudado pela majestade o sambaE sua brejeira corte (bis)Que lhe vê no céu 



                                     Prefeitura começa obras para revitalizar o antigo Zoo


A Secretaria Municipal de Obras iniciou em janeiro de 2011 a revitalização da área do antigo Jardim Zoológico, que terá o Parque Recanto do Trovador reformado. No local será construído uma Nave do Conhecimento, com biblioteca digital e cursos ligados à tecnologia. 
O Parque, que será todo recuperado e contará com novos equipamentos para crianças e idosos, vai resgatar a memória do antigo Zoo na decoração. 

Fontes;
Site da Prefeitura
www.vagalume.com.br
www.girafamania.com.br



domingo, 13 de novembro de 2011

Jockey Clube da Ilha do Governador

Voce sabia que a Ilha do Governador ja teve um hipódromo? Hoje em dia so conhecemos o Hipódromo da Gávea, onde se disputa anualmente o famoso Grande Premio Brasil.
Até meados dos anos 1950, no local atualmente conhecido como “ Portuguesa “ , havia apenas um vale que se estendia desde a Estrada do Galeão até a Praia do Dendê. 
Para suas corridas, em terrenos do empresário Valentim Bouças, no Jardim Guanabara, Ilha do Governador, foi construído um hipódromo sobre cuja arquibancada foi erguida uma imponente marquise de linhas arquitetônicas modernas, ao estilo de Brasília e do Museu de Arte Moderna do Rio. 
A inauguração do hipódromo deu-se em 6 de agosto de 1961, cuja corrida inicial foi vencedor o cavalo “ Gandaia”. Para a sua construção a região que ia desde a Estrada do Galeão até as praias dos Galegos e Dendê foi totalmente aplainada, restando apenas algumas poucas elevações junto a região ocupada atualmente pelo conjunto residencial Village da Ilha. As cocheiras foram construídas próximas a uma nascente, na Avenida Maestro Paulo e Silva, onde fica hoje o Ilha Plaza. 


No entanto, sufocado pelo Decreto 50.578, de 12.05.1961, pelo qual Jânio Quadros limitava as corridas aos domingos e feriados e proibia as apostas fora dos hipódromos, por meio das agências, o turfe nacional estava em crise e o Jockey Club Guanabara não suportou a pressão, e em 1962 fechou as portas.

Pouco tempo depois, o hipódromo foi comprado pela Associação Atlética Portuguesa, simpático clube carioca fundado em 17.12.1924, que o transformou no Estádio Luso Brasileiro, com gramado natural de 108 x 78m e capacidade para 15 mil espectadores (depois reduzida para 12 mil, por motivos de segurança).


Acima vemos a foto do hipódromo e embaixo a foto do estádio da Portuguesa. A cobertura da arquibancada foi preservada.

Fontes:
Terra fotolog - Ilha
Portal da Ilha
Site Templos do Futebol
Site Campeões do Futebol






quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Parque Ari Barroso

O parque Ary Barroso, criado em 1964, ocupa uma área de cerca de 50.000 m² no bairro da Penha Circular, próximo à linha férrea, em terreno da antiga Chácara das Palmeiras. As terras foram adquiridas em 1868 pelo empreendedor português Francisco Lobo Júnior, grande incentivador do desenvolvimento da região. Primeiro parque implantado no subúrbio carioca, constitui-se em um dos principais centros de recreação da cidade. Foi concebido como um bosque, com cascatas e lagos, aproveitando a topografia existente em um terreno originalmente de vegetação esparsa e rarefeita. No local foram plantadas 130 espécies distintas de árvores floríferas com épocas alternadas de floração. Em 2003, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro elaborou um projeto de recuperação e revitalização do parque.
fonte: Portal Inepaq






Localiza-se em frente ao viaduto João XXIII, próximo ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha Circular.
Costumava ir todos os domingos com meu pai e minha irmã, teve uma época que iamos de bicicleta.
Naquele tempo o parque era bem cuidado, tinha cachoeiras, lagos, brinquedos. Depois disso veio o abandono. E com o abandono vieram outros frequentadores. Agora, com a pacificação, o parque está sendo revitalizado. Está sendo construida uma arena cultural. O parque voltou a ser do povo.




O Parque Ari Barroso vai ser contemplado com a construção da Arena Carioca da Penha. A Prefeitura vai investir mais de R$ 5 milhões nas obras do equipamento, que vai ocupar o trecho da esquina da Avenida Brás de Pina com a Rua Flora Lobo. As obras serão gerenciadas pela RioUrbe, empresa municipal subordinada à Secretaria Municipal de Obras (SMO).
A Arena Carioca da Penha vai ocupar uma área de 2 mil m² e terá três pavimentos e uma construção em anexo. O primeiro andar da Arena conta com arquibancada para cerca de 270 pessoas, palco e um camarim. O mezanino terá outra arquibancada com 140 lugares, mais um camarim e área técnica com cabine de som e luz. No terraço com vista panorâmica ficará localizado o bar e os sanitários masculino e feminino. O prédio em anexo terá dois andares, onde estão projetados bilheteria, gerência, recepção de artistas, sala multiuso, bar e vestiário.
Fonte: Site da prefeitura



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bairro Santa Genoveva - A Montmartre do Suburbio

Voce sabia que dentro do bairro de São Cristóvão existe outro bairro chamado Santa Genoveva?
Quem passa na Rua São Cristóvão na altura do nº446 não imagina que atras daquele portal grandioso 
se esconde um micro bairro com quase uma centena de casas construído em 1917 pelo Visconde de Morais.
Conhecido como a MONTMARTRE carioca (uma alusão ao conhecido local de encontro de artistas parisienses) o minibairro é marcado pelo grande portão e o arco que separam da correria local o conjunto arquitetônico de casas coladas, construídas num morro comprado pelo nobre português, tem nas ladeiras e ruas de nomes derivados do francês, construídas à imagem e semelhança do bairro parisiense, com paralelepípedos importados de Portugal e a linda vista da cidade proporcionada a quem vai até o alto, algumas das semelhanças com o “primo” francês mais famoso.
A capela situada no alto do bairro, construída em pagamento à promessa feita pelo Visconde à Santa padroeira de Paris em prol da saúde de sua esposa, é cópia em escala diminuída da capela existente na “Cidade Luz”.






segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fabrica de Tecidos Confiança



                                             "Peguei o bonde", "passei" no Boulevard
                                              E a "Confiança" é doce recordar 
                                             "Os três apitos" cantados por Noel
                                              Ainda ecoam pela Vila Isabel "


Samba-enredo da Vila Isabel de 1994:
Muito prazer! Isabel de Bragança e Drumond Rosa da Silva, mas pode me chamar de Vila

Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial era uma fábrica de tecidos localizada em Aldeia Campista, entre os bairros de Vila Isabel e do Andaraí, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, fundada em 1885.


 
Em virtude da criação da fábrica, existem ainda hoje dezenas de casas que formam a vila operária em volta desta, que participaram ativamente do desenvolvimento local. A fábrica e o casario em frente e no entorno da mesma fazem parte da área de proteção do ambiente cultural, desde 1993, através da lei nº 2.038, de 19 de novembro.[1]
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Fábrica Confiança foi uma das fornecedoras de tecidos para a confecção dos uniformes das Forças Armadas do Brasil. Outra grande fornecedora foi a Companhia Nova América S/A, localizada no bairro de Del Castilho, no subúrbio carioca. Depois da guerra, em 1964, a Fábrica Confiança fechou as suas portas.
O compositor Noel Rosa deu grande destaque em suas músicas aos três apitos que tocavam na fábrica.
Atualmente, nas instalações da antiga Fábrica Confiança, funciona o Hipermercado Extra-Boulevard. A fábrica também mantinha o clube Confiança Atlético Clube que disputou o campeonato carioca na época do amadorismo, e no profissionalismo, a Terceira Divisão em 1990 e a Segunda em 1991, sendo em seguida extinto. A sede e a praça de esportes, localizadas à rua Silva Teles, foram cedidas à escola-de-samba Acadêmicos do Salgueiro.

Fonte: Camara municipal do Rio de Janeiro



                                            Acima foto nos dias de hoje, abaixo foto de 1928



Acima vemos a foto de rua da vila operária da fábrica. Prática muito comum as grandes fábricas construirem vilas para seus empregados. Haviam muitas espalhadas pelo Rio.
A vila operária passou por reformas, foi toda recuperada e por lá moram os herdeiros dos antigos funcionários da Confiança.


Com a arquitetura tombada, conhecido como Boulevard, pertenceu primeiramente aos Supermercados Disco, depois Paes Mendonça e hoje pertence ao Hipermercado Extra do grupo Pão de Açucar.
Uma curiosidade, como diz o samba enredo da Vila Isabel, ainda hoje o apito da fabrica toca todos os dias no antigo horario de funcionamento da fabrica.  



domingo, 6 de novembro de 2011

Editora Brasil America Ltda - EBAL



A Editora Brasil-América, mais conhecida por seu apelido Ebal, foi uma das mais importantes editoras de história em quadrinhos do Brasil. Fundada em 18 de maio de 1945 por Adolfo Aizen, o "Pai das Histórias em Quadrinhos do Brasil", foi de extrema importância por difundir o gênero no país. Em seu período áureo, a editora era dirigida, também, por Paulo Adolfo Aizen e Naumin Aizen, ambos filhos de Adolfo Aizen, bem como pelo jornalista Fernando Albagli.

Foi Adolfo Aizen quem trouxe os quadrinhos para o Brasil; foi o primeiro que aqui publicou os mais populares heróis de papel, como Flash Gordon, Tarzan, Príncipe Valente, Mandrake, Pato Donald e Mickey, Super-Homem, Batman, Zorro, Homem-Aranha e tantos e tantos outros; foi o responsável pela quadrinização dos maiores clássicos da literatura brasileira; foi quem primeiro editou a Bíblia, a História do Brasil, e a vida de grandes vultos em quadrinhos; foi ele quem descobriu e projetou jovens artistas e abriu a picada para a vitoriosa caminhada das HQs nacionais.

Ao longo dos anos 80 a Ebal seguiria publicando esporadicamente alguns álbuns de Tarzan e personagens de faroeste americanos, além de uma edição anual de Príncipe Valente, mas com a morte de Aizen em 10 de maio de 1991 ficou cada vez mais difícil seguir em frente. Ainda nos anos 90 a EBAL investiu em revistas em quadrinhos estrelando os heróis japoneses da época, com títulos como Jaspion (com histórias do personagem título e também dos Changeman e dos Flashman), Sharivan, Goggle Five e Machine Man', estrelada pelos dois heróis japoneses. Algumas histórias eram novelizações dos episódios na TV, enquanto que outras eram inéditas, várias delas assinadas pelo artista brasileiro. A maioria desses títulos teve vida curta, não chegando a 12 números[7][8].
A última edição de Príncipe Valente, Vol. XV, foi publicada em 1995
Terminava aí a historia da pioneira na divulgação dos quadrinhos no Brasil.






O velho prédio da Ebal ainda está lá, em São Cristóvão, o grande orgulho de Adolfo Aizen, que começou sua editora em uma pequena sala de um edifício. Atualmente o prédio é compartilhado por uma escola, e sua gráfica ainda presta serviços de impressão.

Fontes:

http://guiaebal.com/
http://www.universohq.com/quadrinhos/2005/hq_ebal.cfm
http://mundoquadrinhos.blogspot.com/2010/04/criador-da-ebal.html



sábado, 5 de novembro de 2011

Casarão de Braz de Pina




Segundo dizem foi construído durante os anos 1920, por  um alemão que morava nas Laranjeiras e, apaixonado pelos ares suburbanos e quase rurais, resolveu construir uma residência na parte alta do novo Bairro-Jardim.
Após isso, trouxe consigo toda a sua família. Na década de 1970, ele veio a falecer bem velho. Deixou a casa para familiares que, nem se quer, foram vê-la. Um médico que entrou na casa nessa mesma época, disse que o interior dela era sombrio e assustador.
Ela ficou e está abandonada até hoje.
Fica proxima a Igreja de Santa Cecilia, e agora ostenta uma placa de vende-se.
Povoou os sonhos e a curiosidade especialmente das crianças de varias epocas que sempre ouviram e contaram historias de que era mal assombrada.
Lendas a parte, parece que ninguem realmente sabe a real historia desta casa que continua imponente e necessitando ser preservada.
Alo vereadores que adoram colocar faixas agradecendo podas de arvore, Braz de Pina merece um polo cultural e nada melhor que esse casarão que junto com a Igreja de Santa Cecilia fazem parte da historia deste bairro.














sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Palacio dos Sonhos - São Cristóvão



No ano de 1881 fora determinada nos estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária a fundação de um asilo para a infância desvalida, como uma de suas finalidades. Procurando dar execução à disposição estatutária, a Irmandade adquiriu, naquele mesmo ano, dois prédios velhos, no Campo de São Cristóvão, pelo preço de 26:000$, com a intenção de os adaptar àquele fim.
Iniciadas as obras, ficou o edifício pronto para se inaugurar em 1884. Em virtude, porém, do precário estado financeiro da Irmandade, viu-se esta, em 1888, obrigada a vendê-lo ao Governo, que o aproveitou para internato do Imperial Colégio Pedro II.
No ano seguinte — 21 de setembro de 1889 — falecendo nesta Capital (Rio de Janeiro – N. do E.) o milionário português Antônio Gonçalves de Araújo, deixou como legado a importância de 1.500 contos “a uma instituição de beneficência para crianças desvalidas, onde se lhes dê sustento, educação e instrução primária e industrial”. Acrescentava o testamento: “Como a minha intenção é beneficiar as crianças pobres desta Capital, se não for possível criar uma instituição nova, como deixo disposto, ficará pertencendo este legado ao asilo de infância desvalida projetado pela Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, e que por falta de patrimônio não tem sido inaugurado”.
Recebido o preciosíssimo donativo, obteve ainda a Irmandade, gratuitamente, do Governo, o magnífico terreno do Campo de São Cristóvão ns. 100/102 (atual n.º 310), e tratou ativamente da construção do vasto edifício.
A 3 de janeiro de 1897, foi lançada a pedra fundamental e, em 1898, iniciada a sua construção.
No dia 30 de dezembro de 1900 foi, afinal, inaugurado o belo e majestoso edifício, revestindo-se a cerimônia de toda solenidade.
A fotografia mostra o Asilo Gonçalves de Araújo, “produto de um legado extraordinário, obra dos apóstolos do amor, templo em que o amor é o braço da Providência, salvando náufragos do destino”.
Fonte:
[Dunlop1963] C. J. Dunlop, Rio Antigo, 3ª Tiragem ed., Antigo, E. R. and Ltda., G. L., Eds., , 1963, vol. I, II e III.





Inicialmente destinado a internos de ambos os sexos, o Educandário, transformado em Repartição autônoma em 1902, passou a receber somente meninas, instalando-se mais tarde, em Teresópolis, o novo Departamento Masculino, transferido depois para o prédio da Rua Teixeira Júnior, nº 158 (em que funcionara o Colégio Pio Americano), onde, em instalações já muito ampliadas, até hoje se encontra.
Sua direção, primeiramente confiada às Irmãs Vicentinas, está hoje a cargo das Irmãs Mensageiras de Santa Maria, igualmente devotadas ao papel de verdadeiras mães dos nossos internos.
Meninos e meninas cursam todo o primeiro grau, com várias atividades extracurriculares. Praticam-se variados esportes, as meninas aprendem trabalhos do lar, e procura-se, enfim, preencher todo o tempo livre, com proveitosa complementação do curso oficial. Ressalte-se que toda a alimentação, vestuário, material escolar, serviço médico e dentário são fornecidos gratuitamente pela Irmandade.
Em 1976, inaugurou a Candelária o Lar Gonçalves de Araújo, anexo ao Departamento Feminino. É um pensionato destinado às ex-alunas que, trabalhando ou continuando seus estudos, não tenham família, ou não possam, por qualquer motivo, com ela residir. Veio preencher uma lacuna e complementar a obra do Educandário, dentro do mesmo espírito que informou a sua criação e levou Gonçalves de Araújo ao seu humanitário gesto.
José Gomes da Silva é provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cine São Pedro - Penha


Foto provavelmente do final dos anos 1940. Vemos as pessoas atravessam a via férrea, não existia ainda o muro.

Segundo a pesquisadora Alice Gonzaga o Cinema São Pedro tinha como endereço a Estrada de Brás de Pina nº 2 e foi inaugurado em 01/01/1949.
Possuía 2.530 lugares e funcionou até 1974, quando virou um estacionamento.
Durante as décadas de 40 e 50 houve a construção de grandes salas de cinema no subúrbios, como registrado em jornal da época:
"Depois do futebol, o cinema é a diversão predileta do carioca, tanto seja da cidade ou dos subúrbios.
E estes já possuem salas de projeção magníficas, instaladas com todo o conforto, com luxo mesmo.
Rara a localidade destas paragens que não tenha um cinema.
Na zona da Leopoldina há um, pelo menos, em cada estação.
Da parte da Central do Brasil, Madureira é o subúrbio que bate o "record".
Nas outras estações mais afastadas, a mesma animação.
O preço do ingresso é accessível e o homem do trabalho não deixa de levar a esposa e os filhos a essa diversão.
As matinées infantis tornam os subúrbios álacres, facilitando, certas empresas, à criançada, essa diversão tão do seu agrado".





Desde os anos 1970 funciona ali uma agencia da Caixa Economica Federal. Nota-se agora que a via férrea está murada.