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sábado, 11 de maio de 2013

Centenário de Jamelão - O Intérprete da Mangueira

José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 – Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008), foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira. Nasceu no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.
Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.
Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.
LP de 1974
A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).
De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Também Foi intérprete da Escola de Samba Paulistana Unidos do Peruche nos anos de 1988,1989,1994 e 1998 e sempre foi recebido com muita estima pela comunidade. Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."
Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.
 
Fonte: Wikipedia

No ano do centenário de seu maior intérprete, a Mangueira preferiu "homenagear" a cidade de Cuiabá. Coube a Unidos do Jacarezinho prestar essa homenagem no grupo de acesso.

"Eu aprendi a gostar do Vasco muito garoto, primeiro por uma questão de simpatia pela camisa, depois pela atitude bacana do clube, incluindo jogadores de cor em sua equipe, num gesto pioneiro no Brasil em times de futebol. Essa iniciativa me cativou definitivamente e me sinto felicíssimo, hoje, pela minha escolha de menino.
Jamelão, sobre seu amor pelo Vasco
Fonte Supervasco.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nilton Bravo - O Michelangelo dos botequins


Nilton Bravo, nos anos 50 e 60, foi o artista plástico mais presente no dia-a-dia do carioca.Em cada botequim da esquina, tinha a arte de seus painéis coloridos, retratando imagens da cidade.
Nilton foi chamado pelo escritor Carlos Heitor Cony, de o Michelangelo dos botequins.
Seus murais nos bares são como o ovo cor-de-rosa ou a serragem próxima do balcão. Ítens da maior carioquice.
Na família Bravo, o talento veio de longe. Em 1885, Manoel Pinto Bravo, avô de Nilton, já se dedicava à pintura de painéis em restaurantes cariocas. A herança foi repassada para Lino Pinto Bravo, pai de Nilton, que foi o grande responsável pelo início de sua carreira.
Aos 13 anos, Nilton já ajudava o pai na pintura de murais e painéis em residências, igrejas e bares. Aliás, pai e filho, conta-se " trabalhavam ao mesmo tempo em uma curiosa parceria: o pai (que era canhoto) começava a pintura de um lado, o filho (destro) do outro e, geralmente, terminavam a obra juntos."
Depois disso, Nilton passou grande parte de sua vida pintando as paredes de bares do rio de janeiro. É um dos pintores mais vistos do país e suas obras estão espalhadas pelo mundo todo. Um curta-metragem sobre sua trajetória artística, produzido por Luiz Alphonsus, é exibido com freqüência no Museum of Modern Art, o MOMA, de Nova York.
Conhecido como a embaixada carioca em são paulo, o bar Pirajá homenageia o Rio de Janeiro, exibindo com orgulho em uma de suas paredes, um mural assinado pelo mestre Nilton Bravo.Nilton Bravo também participou na elaboração dos painéis no carnaval da escola de samba União da Ilha, de 1991, que desfilou com o excelente enredo De Bar em Bar, Didi, Um Poeta.


Painel de Nilton Bravo, de 1963, que decora o Restaurante Sírio e Libanês, na Rua Senhor dos Passos 217. Foto Bairros.com de O Globo.


Painel de Nilton Bravo no Bar Canto do Minho no Grajaú. Foto Blog A Vida numa Goa.

Alguns de seus painéis, como o da Praça da Harmonia, na Gamboa, foram tombados pela prefeitura, mas infelizmente muita coisa foi perdida do singular trabalho deste artista, por falta de preservação dos proprietários de botequins.
Carioca, Nilton Bravo nasceu em março de 1937 vindo a falecer em setembro de 2005.

 Painel de Nilton Bravo no Bar Brasilia em Cachambi. Foto Blog A Vida numa Goa.


Montagem com diversos paineis de Nilton Bravo - Blog Rio que mora no Mar

Agora vai me dizer que quando entrar num boteco daqueles antigos voce não vai ver se acha um painel do Nilton Bravo?


Fontes:
Blog Rio que mora no mar
Blog  A vida numa Goa
Bairros.com de O  Globo
Cidaderiodejaneiro.olx.com.br