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sábado, 11 de maio de 2013

Centenário de Jamelão - O Intérprete da Mangueira

José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 – Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008), foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira. Nasceu no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.
Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.
Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.
LP de 1974
A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).
De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Também Foi intérprete da Escola de Samba Paulistana Unidos do Peruche nos anos de 1988,1989,1994 e 1998 e sempre foi recebido com muita estima pela comunidade. Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."
Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.
 
Fonte: Wikipedia

No ano do centenário de seu maior intérprete, a Mangueira preferiu "homenagear" a cidade de Cuiabá. Coube a Unidos do Jacarezinho prestar essa homenagem no grupo de acesso.

"Eu aprendi a gostar do Vasco muito garoto, primeiro por uma questão de simpatia pela camisa, depois pela atitude bacana do clube, incluindo jogadores de cor em sua equipe, num gesto pioneiro no Brasil em times de futebol. Essa iniciativa me cativou definitivamente e me sinto felicíssimo, hoje, pela minha escolha de menino”.
Jamelão, sobre seu amor pelo Vasco
Fonte Supervasco.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deixa Falar - Escola ou Bloco?


A primeira escola de samba da história, a Deixa Falar, na verdade nunca desfilou como escola de samba. Há duas versões para o fato de terem começado a chamá-la com esse “título”. A primeira: lá havia os chamados “professores do samba”, como Ismael Silva, Bide, Marçal, etc. A segunda: em frente a sua sede, havia uma escola normal, onde se ensinava português e matemática; na Deixa Falar, se ensinava samba!



A Deixa Falar foi fundada como bloco, em 12 de agosto de 1928. Lá foram inventados instrumentos como o surdo (criação de Alcebíades Barcelos, o Bide) e a cuíca (invenção de João Mina). Nos carnavais de 29 e 30, a Deixa Falar desfilou como bloco. Em 1931, já se organizava de outra forma, se preparando para, no carnaval de 1932, desfilar como rancho (os grupos de maior prestígio da época). Neste ano, quando aconteceu o primeiro desfile de escolas de samba, a Deixa Falar não quis participar do concurso – preferiu participar do desfile dos ranchos, concurso muito mais “importante”. E, em vez de sair às ruas com o samba característico, inventado por seus próprios componentes, desfilou com uma marcha-rancho.
O problema é que o desfile foi um desastre, e nem classificada a Deixa Falar foi. Passado o carnaval, a agremiação entrou numa crise complicadíssima. Integrantes da diretoria se acusavam de desvio de dinheiro! Já no dia 15 de fevereiro foi marcada uma reunião para que fosse feita uma prestação de contas do carnaval de 1932 – enquanto isso, os diretores iam se acusando mutuamente pelos jornais.
A reunião do dia 15 não aconteceu, porque muitos dos envolvidos não compareceram. Mas a ferida deixou marcas, e a Deixa Falar foi minguando, minguando, até que acabou, naquele mesmo ano! Em 1933, seus integrantes se juntaram aos da União das Cores e formaram a União do Estácio de Sá, cuja sede era no mesmo lugar da Deixa Falar.
E aí acabava a história da primeira escola de samba do Brasil, aquela que foi sem nunca ter sido e que acabou no ano em que houve o primeiro concurso das escolas. Apesar disso, a Deixa Falar tem importância fundamental nessa história, já que deixou como herança instrumentos que são usados até hoje na Avenida e criou uma forma diferente de se fazer samba. Viva a Deixa Falar!

 
Paulo Benjamim de Oliveira (Paulo da Portela), Heitor dos Prazeres, Gilberto Alves, Alcebíades Barcelos (Bide) e Armando Marçal caminham no bairro Engenho de Dentro

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Domingo - União da Ilha


Amanhecia o dia e os primeiros acordes da União da Ilha tomaram a Avenida: “Vem amor/ Vem à janela ver o sol nascer/ Na sutileza do amanhecer/ Um lindo dia se anuncia”. A reação da platéia foi imediata e a União da Ilha foi apontada como a grande favorita do carnaval de 1977. Mas o júri preferiu dar a vitória à Beija-Flor de Joãosinho Trinta, deixando a União da Ilha na 3a posição.

Trecho retirado do site da União da Ilha

‘Domingo’ é classificado por vários especialistas como o melhor desfile já apresentado pela Ilha. Em uma época em que o desfile já se mostrava contaminado pelo vírus do gigantismo, o que se viu na passarela foi o contrário: em vez dos carros alegóricos gigantescos, pequenos tripés e muita simplicidade; foram utilizados carrinhos de pipoca reais, assim como um barco cedido pelo Ministério da Marinha. As fantasias, de simples concepção e sem luxo, condiziam perfeitamente com o enredo, que se destinava a narrar como é o dia da semana destinado ao descanso.



 A leveza e a simplicidade da União da Ilha, com "Domingo", conquistaram a Avenida, fato que se repetiria ainda em 1978 ("O amanhã") e 1982 ("É hoje"). Estes carnavais colocaram a tricolor num lugar de destaque na história no que se refere a sambas-enredo.


Samba Enredo 1977 - Domingo

G.R.E.S União da Ilha do Governador (RJ)

Vem amor
Vem à janela ver o sol nascer
Na sutileza do amanhecer
Um lindo dia se anuncia
Veja o despertar da natureza
Olha amor quanta beleza
O domingo é de alegria
No Rio colorido pelo Sol
As morenas na praia (bis)
Que gingam no samba
E no meu futebol
Veleiros que passeiam pelo mar
E as pipas vão bailando pelo ar
E no cenário de tão lindo matiz
O carioca segue o domingo feliz
Vai o sol e a lua traz no manto
Novas cores, mais encanto
A noite é maravilhosa
E o povo na boate ou gafieira
Esquece da segunda-feira
Nesta cidade formosa
Há os que vão pra mata
Pra cachoeira ou pro mar (bis)
Mas eu que sou do samba
Vou pro terreiro sambar


O intérprete da Ilha, o inesquecível Aroldo Melodia marcou epoca com o seu grito de guerra "Segura Marimba"
                                                       
Fontes:
Site da Ilha
Extra  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Resultados dos desfiles das escolas de samba dos grupos C D E - Estrada Intendente Magalhães - Campinho

Jacarezinho vence no Grupo C e volta para a Sapucaí em 2013

Redação SRZD | Carnaval | 23/02/2012 20h24
Mais uma vez, na apuração dos Grupos C, D e E da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, os pontos perdidos nas obrigatoriedades foram fundamentais, como de costume. Várias escolas foram penalizadas por não apresentar número mínimo de componentes nas alas das baianas e bateria. Outra punição frequente foi devido ao uso de instrumentos de bateria com o logotipo de outras escolas.


Jacarezinho de volta ao Sambódromo

No grupo C, a grande campeã foi a Unidos do Jacarezinho, que levou para a Intendente Magalhães uma homenagem ao compositor mangueirense Nelson Sargento. Num desfile marcado pela emoção, a rosa, branca e verde apresentou um desfile com fantasias caprichadíssimas e se apegou ao canto e à boa evolução para garantir seu retorno ao Sambódromo no ano que vem. A vice-campeã foi a Unidos de Villa Rica, de Copacabana, com um enredo sobre a Feira de São Cristóvão. Foram rebaixadas para o grupo D a Arrastão de Cascadura, Unidos do Cabuçu, Acadêmicos da Abolição, Lins Imperial e a Independente de São João de Meriti. A última não se apresentou para o desfile.



Lucas consegue o segundo acesso seguido

A tradicional Unidos de Lucas foi a campeã do Grupo D, com um enredo sobre o circo. O Galo da Leopoldina fez um desfile alegre e contagiante, com um forte samba-enredo que foi muito cantado pelos componentes. Este é o segundo acesso seguido da vermelho ouro, já que havia sido a campeã do grupo E no ano passado. Logo atrás ficou a Mocidade Unida de Jacarepaguá. A escola da Cidade de Deus fez um belíssimo e luxuoso desfile mas acabou deixando escapar o título após ser penalizado nas obrigatoriedades, quando perdeu exatamente os dois décimos de diferença para a campeã. Desceram para o grupo E a Leão de Nova Iguaçu, Unidos do Anil, Unidos de Manguinhos, Vizinha Faladeira e Flor da Mina do Andaraí.



No desempate, Boca de Siri  conquista o título

A disputa mais acirrada aconteceu no grupo E, onde a campeã só foi conhecida após a leitura da última nota de bateria. Até o último quesito, a Chatuba de Mesquita liderou a disputa contra a Boca de Siri. Porém, a bateria comandada por Mestre Beto, ex-Imperatriz, pesou na hora de decidir. A escola da Baixada perdeu um décimo, o que a deixou empatada com a Boca de Siri. No desempate, a agremiação de Ramos ficou com o acesso, também o segundo seguido, assim como a Unidos de Lucas. A campeã fez um lindo desfile, com um enredo em homenagem às mulheres. Muito luxo e capricho nas fantasias e alegorias, um canto muito forte e a ótima evolução foram fundamentais para a conquista. Foram rebaixadas e desfilarão no primeiro grupo dos blocos de enredo a Unidos do Cabral, Imperial de Nova Iguaçu, União de Vaz Lobo, Delírio da Zona Oeste e Paraíso da Alvorada.



O G.R.E.S. Boca de Siri, de Ramos, estreante da Associação das Escolas de Samba por ter sido campeão na Federação dos Blocos no carnaval de 2011


 http://www.sidneyrezende.com



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tijuca - Campeã 2012



Com homenagem a Gonzagão, Unidos da Tijuca conquista o tri



Paulo Barros conseguiu mais uma vez. Com um desfile impecável e repleto de surpresas, a Unidos da Tijuca criou uma verdadeira alegoria para coroar Luiz Gonzaga como Rei do Baião. Encantando o público com uma comissão de frente espetacular e carros alegóricos surpreendentes, a agremiação do Morro do Borel conseguiu convencer os jurados e repetir o feito de 2010.
Mesmo com uma apuração muito equilibrada, a Unidos da Tijuca jamais deixou a liderança durante toda a apuração. Seguida de perto por Vila Isabel, Beija-Flor e Salgueiro, a escola mostrou muita regularidade em todos os quesitos avaliados e só perdeu pontos no quesito Alegorias e Adereços, enquanto as concorrentes diretas tropeçavam em quesitos como Comissão de Frente, Bateria e Evolução.


A escola tinha confiança no título mesmo antes de desfilar. O presidente da escola, Fernando Horta, apostou com os jornalistas ainda na concentração:
"Podem anotar aí. A campeã está entrando na Avenida agora", brincou.
Paulo Barros, em especial, foi o grande vencedor deste carnaval. Até o momento, o carnavalesco sempre tinha idealizado seus enredos, mas desta vez foi a direção da agremiação tijucana quem propôs a temática para o desfile da escola. Além disso, Barros era acusado por seus detratores de não falar sobre temas genuinamente brasileiros, mas mostrou competência e criatividade ao comandar a homenagem a um dos maiores nomes da história da cultura nordestina.
Um dos principais êxitos da Unidos da Tijuca foi fugir do clichê ao evitar uma abordagem meramente biográfica sobre o Luiz Gonzaga. Ao contrário, a escola transformou todo o desfile em uma história ficcional muito bem humorada, retratando a trajetória do cantor e compositor até o seu coroamento. Durante o desfile, Gonzagão recebeu a visita de outros monarcas, como Madonna, a Rainha do Pop, e Pelé, o Rei do Futebol. Até mesmo a criticada Priscila, a Rainha do Deserto, estava na Corte de Gonzagão, debochando dos críticos com um cartaz: "me entenderam agora"?
Muito emocionada, Priscila Mota, uma das coreógrafas responsáveis pela elogiada comissão de frente da escola, destacou a dedicação de todos os componentes e profissionais da agremiação:
"Que alívio! Justiça foi feita, graças a Deus. A Tijuca mereceu, a nossa equipe é unida. Todo mundo trabalha muito, desde o presidente até o porteiro. Sempre tentamos trazer coisas diferentes para o público, porque eles esperam isso da gente, então a ousadia está do nosso lado. Deu tudo certo", comemora.
Já para diretor de Carnaval da Tijuca, Ricardo Fernandes, o título já deveria ter vindo no ano passado:
"Devíamos ter ganho também em 2011, mas não veio. Este ano, a justiça foi feita", disse Ricardo.


Jornal do Brasil 22/02/2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Gato de Bonsucesso






         Quem ouve o nome da escola se pergunta: o que gato tem a ver com samba? A resposta vem quando se junta a velha guarda da escola. O gato era de uma moradora conhecida como Maria Dentão, que não gostava de conversa e não dava vida fácil para a garotada. Sempre que uma bola de futebol caía no seu quintal, Maria furava. Até que um dia, os rapazes que jogavam pelada - e gostavam de implicar com moradores da comunidade - resolveram se vingar. Caçaram o gato de estimação de Maria, e fizeram um ensopado com ele. Maria não demorou a descobrir o que acontecera. Foi direto dar queixa no posto policial. Desesperada, gritava: "Mataram meu gato, mataram meu gato".

          A polícia prendeu três rapazes e deu neles "um corretivo" com uma palmatória. Para se vingar novamente de Maria, eles fizeram tamborins com o couro do gato e foram para a frente da casa dela, tarde da noite, gritando e batucando: "Mataram meu gato, mataram meu gato...", repetidas vezes. O refrão "pegou" entre os moradores e deu nome ao bloco. A partir daí, o Mataram Meu Gato passou a desfilar todos os anos pelas ruas da comunidade. Em 1974, foi inscrito na Federação de Blocos de Carnaval do Rio de Janeiro, mas só virou escola de samba em 1999, já com o nome de Gato de Bonsucesso.

          O início de tudo foi realmente nos anos 60, quando uma leva de moradores das favelas do Esqueleto e do Querosene se mudou para a Maré. Lá, a nova turma se uniu aos antigos foliões. A parceria deu samba. Ou melhor, deu uma Escola de Samba: a Unidos da Nova Holanda. Tempos depois, seus integrantes formaram um bloco com amigos das rodas de samba da área, que brincavam juntas no carnaval. Foi assim que surgiu o Mataram meu Gato, batizado depois pelos desafetos de Maria Dentão. 


Fonte: academiadosamba.com.br

Coitado do gato, coitada da Maria Dentão.
A G.R.E.S. Gato de Bonsucesso desfila no grupo D, na Av Intendente Magalhães em Campinho, na segunda feira. 

As Escolas que Sonham com a Sapucaí

Foto Eliane Carvalho Riotur Agenda Grupo de Acesso–Intendente MagalhãesO Carnaval do Rio de Janeiro não é só feito das Escolas de Samba da Sapucaí, tem muita gente ralando para um dia chegar lá. E esse pessoal desfila no coração da Zona Norte do Rio de Janeiro, no Campinho, mais especificamente na Avenida Intendente Magalhães. São os desfiles dos grupos de  acesso C, D e E, cada um desfila em dia, domingo, segunda e terça, respectivamente.
Detalhe para entrada, gratuita. Mas fica cheio, muito cheio!
Confira abaixo a ordem dos desfiles que acontecerão nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro de 2012 na Intendente Magalhães.


Grupo C – 19 de fevereiro | Domingo às 19h

  • Independente de São João de Meriti
  • G.R.E.S. Rosa de Ouro
  • Lins Imperial
  • G.R.E.S. Unidos da Ponte
  • G.R.E.S. Império da Praça Seca
  • G.R.E.S. Unidos da Vila Kennedy
  • G.R.E.S. Arrastão de Cascadura
  • G.R.E.S. Favo de Acari
  • G.R.E.S. Unidos da Villa Rica
  • G.R.E.S. Em Cima da Hora
  • G.R.E.S. Acadêmicos da Abolição
  • Acadêmicos do Sossego
  • G.R.E.S. Boi da Ilha do Governador
  • G.R.E.S. Unidos do Jazarezinho
  • S.E.R.E.S. Unidos do Cabuçú

Grupo D – 20 de fevereiro | Segunda às 19h

  • C.C.E.S. Flor da Mina do Andaraí
  • G.R.E.S. Unidos de Cosmos
  • A.R.E.S. Vizinha Faladeira
  • G.R.E.S. Acadêmicos do Engenho da Rainha
  • G.R.E.S. Unidos do Anil
  • G.R.E.S. Mocidade Unida de Jacarepaguá
  • G.R.E.S. Unidos de Lucas
  • G.R.E.S. Leão de Nova Iguaçu
  • G.R.E.S. Acadêmicos de Vigário Geral
  • G.R.E.S. Unidos de Manguinhos
  • G.R.E.S. Gato de Bonsucesso
  • G.R.E.S. Corações Unidos do Amarelinho
  • G.R.E.S. Acadêmicos do Dendê

Grupo E – 21 de fevereiro | Terça às 19h

  • C.C.E.S. Canários das Laranjeiras
  • G.R.E.S. Unidos do Cabral
  • G.R.E.S. Boca de Siri
  • G.R.E.S. Mocidade Independente de Inhaúma
  • G.R.E.S. Paraíso da Alvorada
  • G.R.E.S. União de Vaz Lobo
  • G.R.E.S. Matriz de São João de Meriti
  • G.R.E.S. Chatuba de Mesquita
  • G.R.E.S. Mocidade Unida do Santa Marta
  • G.R.E.S. Delírio da Zona Oeste
  • G.R.E.S. Arame de Ricardo
  • G.R.E.S. Imperial de Nova Iguaçú
 http://www.diariodorio.com/agenda-grupo-de-acessointendente-magalhes/

Interessante é ver escolas que ja fizeram sucesso no grupo especial desfilando fora da Marques de Sapucaí.
Unidos de Lucas, Arrastão de Cascadura, Lins Imperial, Unidos da Ponte, Cabuçu, ou  a Em Cima da Hora, que ficou na historia com o enredo "Os Sertões". Enfim umas subiram e outras cairam.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tem cacique na Sapucaí



Mesmo com toda a elegância dos versos de Cartola, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça, talvez a melhor definição sobre a Mangueira tenha saído das mãos de um torcedor da Portela. Paulinho da Viola, ao lado do parceiro Hermínio Bello de Carvalho, não deixou dúvidas sobre a beleza de um desfile da verde e rosa: “Visto assim do alto, mais parece um céu no chão”. Quando entrar na Marquês de Sapucaí, nas primeiras horas da terça-feira de carnaval, a Mangueira será um céu de cocares, penas e pinturas indígenas. Este ano, a escola presta uma homenagem ao Cacique de Ramos, bloco tradicional da Zona Norte carioca. Nos últimos 51 anos, uma parte relevante da história da música brasileira foi construída nas rodas de samba da quadra da Rua Uranos. Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Dudu Nobre e Almir Guineto são alguns dos nomes que, entre banjos, cavaquinhos e tantãs, passaram pela sombra da tamarineira. Todos eles observados de perto pela madrinha do bloco, a mangueirense Beth Carvalho.
Em seus primeiros desfiles, o Cacique saía por Ramos e se concentrava na Rua das Missões, hoje Rua Nossa Senhora das Graças, junto ao bar frequentado por Pixinguinha e João da Baiana. Em 1973, começou a sair na Av. Presidente Vargas, onde concorria com o Bafo da Onça. Depois, foi crescendo, a ponto de engolir o Bafo, em 1978, quando saiu com mais de dez mil componentes.
Já pertenceram ao bloco personalidades como Laudir de Oliveira (percussionista da banda de Sérgio Mendes) e Mussun ( dos Originais do Samba e comediante do grupo Os Trapalhões). Segundo Bira Presidente: "Além de Zeca Pagodinho, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Beto Sem Braço e do Fundo de Quintal, por aqui passaram jogadores como Brito, Marco Antônio, Roberto Dinamite e Jairzinho. 
No início da década de 1970 e parte da década de 1980, o "Pagode da Tamarineira", realizado nas quartas-feiras na quadra do bloco, reunia diversos compositores e intérpretes, que mais tarde se tornaram artistas reconhecidos, como Jorge Aragão, Almir Guineto, Mussun, Zeca Pagodinho, Marquinhos Satã, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Sombrinha, Sombra, Jovelina Pérola Negra, Neguinho da Flor, Adilson Victor, Carlos Sapato e, na época, ainda crianças levadas pelos pais, Andrezinho do Molejo (filho de mestre André), Dudu Nobre (filho de João e Anita), Waguinho, Anderson do Molejo, que fugia de casa aos sete anos para assistir aos ensaios do bloco.
Frequentando as rodas de samba da Tamarineira, o grupo acabou criando novos instrumentos, entre eles o "Tantã", por Sereno; o "banjo com braço de cavaquinho", por Almir Guineto e o "repique de mão", por Ubirany, e o repique-de-anel.
Surgia assim o grupo Fundo de Quintal, composto por alguns desses compositores, Tendo em sua primeira formação Jorge Aragão, Almir Guineto, Sereno, Neoci Dias ( filho de João da Baiana), Bira Presidente, Ubirany e Sombrinha.





Conhecido no Japão, Estados Unidos e em vários países da Europa, o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos é um dos poucos que ainda desfila pelas ruas da comunidade da Leopoldina.
Em 2010, iniciando as comemorações dos 50 anos de fundação do Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro tombou o Grêmio Recreativo como patrimônio cultural da Cidade e ainda reformou a quadra do Gremio, situada à Rua Uranos, em Ramos. Também foram iniciadas as filmagens do documentário em longa-metragem com roteiro e direção de Chico Anysio e Eduardo Maruche e o bloco ainda teve sua trajetória exposta na "29ª Bienal de São Paulo" através das lentes do fotógrafo Carlos Vergara. 


Vou Festejar, Sou Cacique Sou Mangueira

Salve a tribo dos bambas
Um doce refúgio de inspiração
Salve o Palácio do Samba onde um simples verso se torna canção
Debaixo da tamarineira um índio guerreiro me fez recordar
Um lugar, um berço popular
Seguindo com os pés no chão
Raiz que se tornou religião
Da boêmia dos antigos carnavais
Não esquecerei jamais

Vem no batuque
Que eu quero sambar (me leva)
Já começou a festa
Esqueça a dor da vida
Caciqueando na Avenida

Sim, vi o bloco passando
O nobre rezando e o povo a cantar
Sim, é o nó na garganta
Ver o Bafo da Onça a desfilar
Chora, chegou a hora eu não vou ligar
Minha cultura é arte popular
Nasceu em 'Fundo de Quintal'
Sou imortal e eu vou viver
Agonizar não é morrer
Mangueira fez o meu sonho acontecer
O povo não perde o prazer de cantar
O povo liberto que a voz ecoou
Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou

Vem festejar
Na palma da mão
Eu sou o samba, a voz do morro
Não dá pra conter tamanha emoção
Cacique e Mangueira num só coração
Composição: Igor Leal, Lequinho, Junior Fionda e Paulinho Carvalho

Fontes
Blog Eu Canto Samba
O Globo Zona Norte
Letras.terra.com.br





domingo, 12 de fevereiro de 2012

Não existe pecado do lado de cá do Tunel Rebouças


          
Em 1993, a Caprichosos de Pilares apresentou o enredo“Não existe pecado do lado de cá do Túnel Rebouças”, uma homenagem ao morador suburbano.  O enredo foi movido pela polêmica devido a apresentação durante o desfile de um carro alegórico que mostrava o assalto de um pivete a um turista no Rio de Janeiro. O caso gerou críticas à escola por apologia à violência. Este talvez tenha sido o ultimo enredo irreverente desta escola que se notabilizou como uma escola que sempre apresentava enredos engraçados, como em 1982com o enredo "Moça bonita não paga…." O famoso carnaval da feira livre, ou em 1985 com "E por falar em saudade".
Foi uma homenagem brincando com a propria realidade do suburbio carioca, especialmente nos anos 1990, afinal  no verso  "muambeiro de Acarí", faz-se uma referencia a famosa feira da "Robauto".  Ou "tem surfista diferente tirando onda em cima do trem", coisa muito comum naqueles tempos de surf ferroviário. E ainda diz que é baloeiro, atividade perigosa e fora da lei. Dizer ainda que é flamenguista e macumbeiro, isso eu nem vou comentar.
E depois desse samba polemico, a Caprichosos ficou apenas em penultimo lugar, so não caindo porque viraram a mesa e nenhuma escola foi rebaixada nesse ano.
     

Samba Enredo 1993
Não Existe Pecado Do Lado de Cá do Túnel Rebouças

Vem pro lado de cá
Vem se acabar na minha aldeia
Vem do Túnel pra cá
Pecado não há e nem areia
Sou suburbano
Sou caprichoso, assumido e orgulhoso
É isso aí, operário marmiteiro
E muambeiro lá de Acari
É de carona que eu vou, é de carona
Nesse vai e vem, no vai e vem
Tem surfista diferente
Tirando onda em cima do trem
Aqui ô ô, à sombra da tamarineira
Pagode, risos, brincadeiras
A praça é criança pé no chão
E bate forte, bate norte o coração
Um velho fusca é minha curtição
Sou baloeiro, eu sou
Sou peladeiro, eu sou
Eu sou o mengo no Maracanã
Bato macumba bem rezada na avenida
Pra ver a minha escola campeã
Eu vou daqui pra lá
De frango e saravá
E no burguês farofafá





Fontes
Site da escola
Wikipedia
www.sambariocarnaval.com/



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Desfile das Escolas de Samba em São Januário

Não é novidade para ninguém que o Estádio de São Januário faz parte da história cultural, política e cívica do Brasil por ter sediado, além de partidas de futebol, eventos como concertos do maestro Heitor Villa-Lobos, discursos do presidente Getúlio Vargas e do líder comunista Luís Carlos Prestes e treinamentos dos pracinhas brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial.

                                  Gustavo Capanema, Getúlio Vargas e outros por ocasião do Desfile da Juventude
 


A entrada do Brasil na II Guerra Mundial em 1942 fez com que a população e as autoridades se dividissem quanto à conveniência ou não da realização das festividades carnavalescas. Para piorar, a Praça Onze, que sediava os desfiles, havia sido demolida para a construção da recém-inaugurada Avenida Presidente Vargas.

Por isso, São Januário, o maior estádio do Rio de Janeiro na época, dividiu com a Avenida Rio Branco o status de sede dos desfiles dos meados dos anos 40. A Colina Histórica abrigou o evento em duas oportunidades: a primeira em 24 janeiro de 1943, num desfile beneficente e não-competitivo organizado pela primeira-dama Darcy Vargas; e a segunda no desfile "oficial" do Carnaval de 1945, vencido pela Portela e que ficou marcado por um assassinato ocorrido dentro do estádio, durante uma briga entre integrantes de escolas rivais. A Avenida Rio Branco sediou as apresentações "oficiais" de 1943 e 1944.

Estudiosos da história das escolas de samba acreditam que um dos motivos pelos quais elas sejam extremamente populares nos dias de hoje tenha sido o fato de os desfiles não terem sido descontinuados nos anos 40, ao contrário do que ocorreu com outras agremiações carnavalescas da época como os ranchos e as grandes sociedades. Como estas, aliás, eram manifestações típicas das classes média e alta e as escolas de samba haviam sido criadas por pessoas pobres, moradoras dos morros, não é exagero dizer que, a exemplo do que aconteceu no futebol, o Vasco também no Carnaval deu sua contribuição para que integrantes das classes menos favorecidas pudessem assumir o papel de protagonistas do espetáculo.

A partir de 1946 os desfiles das escolas de samba passaram a acontecer na Avenida Presidente Vargas e, de 1978, na Rua Marquês de Sapucaí, onde são realizados até hoje. E o glorioso Estádio Vasco da Gama ainda hoje tem a honra de ser o único do Rio de Janeiro (e provavelmente do Brasil) a ter sediado desfiles de escola de samba. 

Desfile de 1943

O primeiro, não-competitivo, foi realizado em 24 de janeiro de 1943 em São Januário e promovido pela primeira-dama do país, D. Darcy Vargas, em benefício da cantina do soldado. Dez agremiações participaram, entre elas Azul e Branco, Unidos do Salgueiro e Depois eu Digo (três escolas que se fundiriam em 1953 para dar origem à Acadêmicos do Salgueiro), Mangueira (na época mais conhecida como "Estação Primeira"), Unidos da Tijuca, Império da Tijuca e a então bicampeã Portela. As escolas exibiram em sua maioria enredos que exaltavam o patriotismo.

O segundo desfile, competitivo, aconteceu na Avenida Rio Branco, no Carnaval, e teve como vencedora a Portela, que chegou ao tricampeonato. 

Desfile de 1945
 
São Januário sediou o desfile oficial das escolas de samba em 1945. Uma briga entre integrantes de duas agremiações, que terminou em uma morte, não empanou o brilho do campeonato vencido mais uma vez pela Portela, que apresentou o enredo "Brasil Glorioso", com samba de autoria de Boaventura dos Santos, o Ventura. Na década de 40, aliás, a escola azul e branca era um verdadeiro "Expresso da Vitória" do samba: chegou ao heptacampeonato entre 1941 e 1947.

O livro "Escolas de Samba" dá o seguinte relato sobre o desfile de 1945:

"Em 1945 a guerra vivia seus momentos de definição e a tensão reinante era grande como nunca. Quase nada se sabe do Carnaval daquele ano, cujos festejos se reduziram mais ainda. As escolas desfilaram, mas não tiveram o direito de se exibir na avenida Rio Branco, cuja apresentação foi deslocada para o estádio do Vasco da Gama. Segundo Tupy (op. cit.: 106), a Portela alcançou o pentacampeonato com o samba "Brasil glorioso", de autoria de Jair Silva.

E mais uma vez a festa rolou em Oswaldo Cruz. A Portela era pentacampeã.

Era o sétimo título da Portela.

Samba-enredo de 1945, Brasil Glorioso

Compositor: Ventura

Ó meu Brasil glorioso
És belo, és forte, um colosso
É rico pela natureza
Eu nunca vi tanta beleza
Foi denominado terra de Santa Cruz
Ó pátria amada, terra adorada, terra de luz

Nessas mal traçadas rimas
Quero homenagear
Este meu torrão natal
És rico, és belo, és forte
E por isso és varonil
Ó pátria amada, terra adorada, viva o Brasil"

Infelizmente não existe material fotográfico desse desfile.  

Fonte;
Netvasco
Site da Portela