A dupla Rildo Hora-Sérgio Cabral já
havia criado um razoável repertório, com alguns sucessos como “Visgo de
Jaca” e “Janelas Azuis”, quando Sérgio propôs ao parceiro escreverem um
samba em homenagem à Mangueira. A idéia era prestar uma homenagem
diferente, focalizando, por exemplo, os meninos do lugar. Assim nasceria
“Os Meninos da Mangueira”, com Sérgio fazendo a letra sobre uma bela
composição de Rildo, um samba de verdade, sincopado, malemolente,
sentimental, mas de estribilho vibrante, sacudido.
E como o letrista é também
historiador, homenageia passado e presente da Mangueira, descrevendo com
graça e concisão os atributos de cada um dos personagens enumerados
(“Carlos Cachaça, o menestrel / Mestre Cartola, o bacharel / Seu
Delegado, um dançarino...”), juntando-os no final aos meninos que
representam o futuro da Escola: “E a velha guarda se une / aos meninos
lá na passarela / abram alas que vem ela / a Mangueira toda bela...”
"Os Meninos da Mangueira” foi lançado
por Ataulfo Alves Júnior, num compacto, recebendo, ainda em 1976, mais doze
gravações, entre as quais as de Jair Rodrigues e Eliana Pittman. A boa
gravação de Ataulfo mostra na abertura uma sutileza do arranjador Rildo
Hora: o som forte, grave, encorpado de um violão, que, revela Sérgio
Cabral, “é na realidade o som dobrado de um violoncelo e um violão”
Fonte:
Livro - A
Canção no Tempo volume 2 de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello
Editora 34.
Um menino da mangueira Recebeu pelo natal Um pandeiro e uma cuíca Que lhe deu papai noel Um mulato sarará Primo-irmão de dona zica E o menino da mangueira Foi correndo organizar Uma linda bateria Carnaval já vem chegando E tem gente batucando São meninos da mangueira Carlos cachaça, o menestrel Mestre cartola, o bacharel Seu delegado, um dançarino, Faz coisas que aprendeu Com marcelino
E a velha guarda se une Aos meninos lá na passarela Abram alas que vem ela A mangueira toda bela
Um menino da mangueira Recebeu pelo natal Um pandeiro e uma cuíca Que lhe deu papai noel Um mulato sarará Primo-irmão de dona zica
Ô pandeirinho, cadê xangô Ô preto rico, chama o sinhô E dona neuma maravilhosa É a primeira mulher da verde-rosa
E onde é que se juntam O passado, o futuro e o presente Onde o samba é permanente Na mangueira minha gente
Um Coração Suburbano presta tributo a Delegado, eterno mestre sala da Mangueira, falecido no dia de hoje.
Madureira chorou, / Madureira, chorou de dor,
Quando a voz do destino, / Obedecendo ao divino,
A sua estrela chamou.
Gente modesta, / Gente boa do subúrbio,
Que só comete distúrbio, / Se alguém os menosprezar,
Aquela gente, / Que mora na Zona Norte,
Até hoje, chora a morte, / Da estrela do lugar.
Com certesa voce ja ouviu esse samba, mas voce sabe por que Madureira chorou? E quem era essa estrela?
Essa estrela era Zaquia Jorge, atriz, empresária e
vedete do teatro de revista, nascida no Rio de Janeiro, em 6 de
janeiro de 1924, e falecida na mesma cidade em 22 de abril de 1957.
Estreou no teatro, como girl, na
Companhia de Walter Pinto. Mais tarde, já como vedete, foi para a
Companhia Juan e Mary Daniel, no Teatro Follies, em Copacabana.
Tornou-se, a seguir, empresária do Teatrinho de Bolso, na Praça General
Osório, onde encenou várias peças, em 1951.
Em Madureira, na década de 1950, tornou-se proprietária do único teatro
de rebolado do subúrbio carioca, o Teatro de Revista Madureira. Era
conhecida como a "Estrela do Subúrbio" e "Vedete de Madureira".
Materializava-se
um grande sonho dela, a construção de um teatro no subúrbio. Zaquia
percebeu a carência de oferta de espetáculos para o subúrbio e decidiu
que o povo que ali morava também poderia ter acesso ao Teatro de
Revista, assim como acontecia no Centro e na Zona Sul - bem estruturado e
com excelente qualidade.
Em parceria com Julio Leiloeiro
e, com peculiar cuidado e estima a linguagem artística, construiu o
prodigioso Teatro Madureira, situado à rua Carolina Machado, 386, em
frente à estação de trem do bairro. Neste bairro, trouxe a alegria do
espetáculo ao público, o entendimento da arte teatral, estabeleceu a
criação de uma platéia em uma região que não era bem agraciada com
diversões dessa espécie.
O teatro possuía 450 lugares, 12
camarins e muitos camarotes. Com estréia marcada para 23 de abril de
1952, o teatro inaugurou oficialmente em 30 de abril, com a revista Trem de Luxo,
escrita especialmente para sua estréia por Walter Pinto e Freire
Júnior, com 22 quadros, tendo como cômico Evilásio Marçal. Zaquia
participou dos quadros Dona Boa e Brotinhos, Campanha das donas de casa, Velhos amigos, Existencialismo e a apoteose Exaltação à Bahia.
Inicialmente, Zaquia enfrentou
uma platéia totalmente desacostumada a ter um teatro tão próximo e a
usufruir desta iguaria. O público ainda não havia descoberto o teatro,
isto acarretou problemas de bilheteria, mesmo assim tal circunstância
não abalou a moça que, com seu senso de marketing aguçado, empregou
estratégias para atrair as pessoas - facilitou o acesso das pessoas ao
teatro, reduzindo o preço do convite, divulgando constantemente,
deixando pessoas assistirem de graça aos espetáculos.
Zaquia permaneceu investindo
junto a Júlio no teatro, além do constante diálogo com o S.N.T.,
escrevendo cartas e nem sempre obtendo o resultado desejado. Buscava
apoio das entidades, ajuda financeira para melhor realizar o seu
trabalho, pedidos de reavaliação de tarifas pelos direitos autorais das
músicas a serem utilizadas nas montagens da empresa, embora sempre tenha
tido que segurar firmemente as rédeas financeiras de seu sonho.
Avançando a década de 50, o
número de peças existentes em revista, oscilava. Apesar da alastrada
afeição que a televisão e as telenovelas causaram na população, a
revista caminhava, estrelando os palcos cariocas. Ronaldo Grivet, autor
da peça A vedete do subúrbio, feita para homenagear Zaquia,
conta-nos em sua pesquisa, que o teatro passou a ser o mais freqüentado
da cidade, com carros vindos de todos os bairros, e que se prezava pelo
uso do duplo sentido nas peças – elemento original do gênero – não eram
utilizados palavrões ou assuntos como bebida e tóxico, raramente inseria
tipos políticos e destacava a alegria. Teatro de boas intenções, de
verdadeira feitura na Arte – esta era a esfera do Madureira e a
Companhia Zaquia Jorge.
Em 1953, algumas revistas se destacaram, dentre elas, montagens do Teatro Madureira – Ajuda teu Irmão, Chegou o Guloso, com a grande cantora Aracy Cortes – dama da voz e dos palcos - em participação especial, A galinha comeu, O baixinho é menor e Tá na hora.
Além das obras citadas, o palco do Teatro Madureira projetou as seguintes peças: O negócio é rebolar, Confusão na Arena, Macaco, olha o teu rabo, Tira do dedo do pudim, Bota o Café no fogo, Boca de espera, Vê se me esquece, Pintando o sete, Satélite de Mulheres, Garoto Enxuto, Mengo, tu és Meu, Vai levando, Curió, Tudo é lucro, O pequenino é quem manda, Vamos brincar, Vira o disco, Banana não tem caroço, Alegria do Peru, Sacode a jaca, Mistura e manda, Tudo de fora, Você não gosta.
Zaquia foi homenageada com os sambas Zaquia Jorge – vedete do subúrbio - estrela de Madureira, de Avarese, sendo tema da Escola de Samba Império Serrano, em 1975 e Madureira Chorou, de Carvalhinho e Júlio Leiloeiro, e uma peça A vedete do subúrbio, de Ronaldo Grivet e José Maria Rodrigues.
E Madureira chorou...
Zaquia Jorge teve morte trágica,
na praia da Barra da Tijuca, quando tomava banho de mar em companhia de
várias outras artistas. Era comum as vedetes se bronzearem 'al natural'
na Barra, por ser uma praia deserta na época. A edição do jornal O
Globo de 23 de abril de 1957 assim noticiou a morte de Zaquia Jorge:
"Rapidamente, a notícia foi
propagada, e grande número de atores da Companhia da Revista Zaquia
Jorge e de outras empresas chegou ao local. Em poucos instantes as
brancas areias da praia foram pisadas por centenas de pés, já que também
foi grande o número de curiosos que acorreu.
Quando um guarda-vidas retirou,
do perau em que caíra, o corpo da vedete, Celeste Aída, uma das que a
acompanhavam, abraçou-se ao cadáver, chorando copiosamente. Celeste Aída
vira a amiga desaparecer e tudo fizera para salvá-la, não o conseguindo
porque era muito fundo o perau. Enquanto ela se esforçava, os dois
homens que integravam o grupo e que estavam longe aproximaram-se. Na
areia, muito assustadas, cinco girls assistiam à luta de Celeste Aída,
sem poder ajudá-la.
Afinal, cansada e desanimada,
Celeste Aída voltou às areias, Zaquia Jorge desaparecera e, quando foi
encontrada, já estava quase sem vida. Morreu pouco depois..."
"Foi sepultada no Cemitério de
São Francisco Xavier, pranteada por artistas e populares, que a
reverenciaram como a pioneira do teatro suburbano carioca. Das 6h às
16h30m de ontem, mais de 4.000 pessoas afluíram ao Teatro de Madureira,
em cujo palco ficou exposto o corpo da artista. Com a platéia e os
balcões apinhados, o ambiente fazia lembrar um grande dia de récita.
Contudo, a emoção do público era intensa, guardando os presentes muito
respeito.
Sobre uma fileira de dez
cadeiras havia dezenas de coroas entre elas, do Teatro Santana (São
Paulo), do Corpo de Bombeiros, das escolas de samba Sampaio e Império
Serrano, de inúmeras entidades e figuras da arte e de outros setores. O
povo humilde do subúrbio formou filas, subindo ao palco para dar seu
último adeus a Zaquia Jorge..."
Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958. de Carvalhinho e Julio Monteiro (marido de Zaquia)
Brilhando
Num imenso cenário
Num turbilhão de luz, de luz
Surge a imagem daquela
Que o meu samba traduz
Ah...
Estrela vai brilhando
Mil paetês salpicando
O chão de poesia
A vedete principal
Do subúrbio da central foi a pioneira
E...
Um trem de luxo parte
Para exaltar a sua arte
Que encantou Madureira
Mesmo com o palco apagado
Apoteóse é o infinito
Continua estrela
Brilhando no céu
Filmografia
Sob a Luz de Meu Bairro (1946); Fantasma por Acaso (1946); Caídos do Céu (1946), Pinguinho de Gente (1949), A Serra da Aventura (1950), Aguenta Firme, Isidoro (1951), A Baronesa Transviada (1957).
Onde era o Teatro hoje funciona uma filial da Ricardo Eletro
Já são quase 100 anos de uma das mais charmosas áreas de lazer do subúrbio carioca. Quem circula pelo Meier há
algum tempo pôde observar o bairro crescer em volta do Jardim. Os
batalhões do Corpo de Bombeiro e da Polícia Militar, grande parte do
comércio e mesmo o Hospital Salgado Filho surgiram depois da construção do Jardim (1916). Naquela época as
estações de trem eram os principais pontos de referência dos bairros,
local por onde se desenvolvia a dinâmica social de cada área.
Desde sua inauguração a praça sofreu intervenções paisagísticas
significativas: a instalação da fonte, o parque de brinquedos infantis,
as mesas para jogos, a cabine da Guarda Municipal. Porém, entre todas
essas mudanças a mais sentida pelos moradores foi a instalação de grades
e portões que permitem a administração, literalmente, fechar o Jardim. A
argumentação da prefeitura, obviamente, passou pela questão da
violência. Mas mesmo com as restrições de horário, o charme do Jardim do
Méier continua atraindo não só estudantes, mas também aposentados,
crianças e toda sorte de transeuntes.
Ao passo que o acesso ao Jardim sofreu restrições, outras possibilidades
foram sendo criadas. Hoje o espaço é utilizado por diferentes projetos
que oferecem para a comunidade atividades como: aula de ginástica,
alongamento, yoga e capoeira. Seja para quem está só dando uma
passadinha, seja para quem “bate ponto” com freqüência, o Jardim do
Méier continua sendo uma bela alternativa para quem ainda se permite
perder parte do seu dia ganhando o prazer de sentar no bom e velho
banquinho de praça.
Fonte Site da Prefeitura
1916 - ano da inauguração
Ao fundo se ve a torre da igreja do Sagrado Coração de Maria
O coreto
"O Meyer tem um jardim pra gente amar é lá que eu vou construir meu lar o Meyer sempre foi o maioral é a capital dos subúrbios da Central"
(Trecho de "Samba do Meyer", composto por Wilson Batista e Dunga e cantado por João Nogueira, que morou no bairro, onde fundou o Clube do Samba)
As Rosas Não Falam é uma canção do compositor Angenor de Oliveira, o grande Cartola. A cantora Beth Carvalho incluiu esta composição no álbum Mundo Melhor (1976), sendo esta a primeira gravação de "As Rosas Não Falam" lançada comercialmente.
O comentarista da CBN João Carlos Santana conta como surgiu a inspiração de Cartola para compor essa musica.
Dona Zica, o grande amor de Cartola, ganhou umas mudas de roseiras e as plantou no jardim tão logo chegou em casa.
Tempos depois, numa manhã, ela ficou extasiada diante da quantidade de
rosas desabrochadas e na hora ela chamou e perguntou ao marido “porque é
que nasceu tanta rosa assim Cartola? ele respondeu “Não sei Zica, as
rosas não falam…” Cartola ficou com a frase na cabeça, remoendo… quando a
inspiração apareceu a música brotou, inteira. Faltavam três dias para o
compositor completar 67 anos. Segundo o próprio Cartola a música então
se tornou um presente que ele deu a si mesmo, naquele aniversário.
Dicró terá seu nome eternizado em Ramos, bairro que inspirou um de seus sambas
Bom malandro quando morre vira samba. A música ainda não veio, mas
Dicró, o cantor e compositor que colocou a Praia de Ramos no mapa da
MPB, vai virar um imortal do subúrbio. Uma dia após sua morte, o
prefeito Eduardo Paes anunciou que estuda dar o nome do artista a uma
rua ou equipamento municipal no bairro da Zona Norte. Carlos Roberto de
Oliveira, o Dicró, 66 anos, morreu na noite de quarta-feira, de infarto.
Ele era diabético e passou mal após sessão de hemodiálise.
Sambista Dicró morreu após infarto | Foto: João Laet / Agência O Dia
“É uma super perda para a cidade. Ele era um cara que tinha cara do
Rio: gaiato, fanfarrão, malandro. Vamos fazer uma homenagem, sim, a ele,
do tamanho que ele merece, de grande porte”, contou o prefeito Eduardo
Paes.
Trezentos familiares e amigos deram uma pausa na tristeza para lembrar a
alegria do músico. Eles cantaram seus sucessos ‘Praia de Ramos’ e
‘Bingo’ junto ao caixão, ontem à tarde no Cemitério de Mesquita. O
caixão foi coberto com as bandeiras do Vasco da Gama, e das escolas de
samba Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense, de Ramos. Dicró era casado e
tinha três filhos e três netos.
“Eu amava esse homem, não é mole, não. Ele vai deixar muita saudade,
afinal, foram 46 anos de casamento e eu sempre dizia para ele: ‘vamos
fazer 50 anos de casados’, mas não deu, fazer o quê?. Deus quis tirar
ele de mim”, desabafou a viúva, Maria Madalena Silva de Oliveira, 63
anos, que chorava muito.
“Ele era muito brincalhão, não perdia a piada. Tenho muito orgulho de
ser filho dele”, lembrou Roberto Carlos Silva de Oliveira, 41, que
estava com o Dicró quando ele passou mal.
Cotidiano cantado com humor
Há sete meses, Dicró resolveu que daria um tempo no uísque. Era o único
hábito ‘burguês’ que o filho da baiana e mãe de santo Nilcelina Gomes
Ferreira — a quem ele carinhosamente apelidou de ‘Celia Tiroteio’ —
manteve por toda vida. Na época em que mais ganhou dinheiro, a década
80, trocou Mesquita, na Baixada Fluminense, por um apartamento na Rua
Professor Gabizo, na Tijuca, mas nunca se deixou glamourizar pela fama. O
sambista era figura fácil nos trem e ônibus do subúrbio carioca.
Ainda assim, brincava com o sucesso em uma de suas muitas célebres
frases: “Se fui pobre não me lembro”. Dicró — que foi pintor de paredes,
cobrador de ônibus e pedreiro — se autodefinia um eterno gozador, um
cronista do cotidiano. Personagem malandro na rua, em casa, era um pai de família tradicional.
Dicró tinha quiosque no Piscinão de Ramos, onde promovia rodas de
samba e era sempre festejado | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Do casamento de 46 anos com Madalena Silva de Oliveira, 63, que
conheceu num baile na Baixada, recém-saído do Exército, nasceram Luiz
César (44), Roberto (41) e Jorge Luis (39). Com uma namorada, teve
Henrique (40). “Nunca o coloquei para fora de casa, porque elas iam
pegá-lo e o levariam embora”, disse, saudosa, Madalena.
A primeira das mais de 500 composições surgiu aos 11 anos. Gravou cinco
LPs e nove CDs — muitos vendidos numa banca que ele montou no Largo da
Carioca. Conhecido como o ‘prefeito’ do Piscinão de Ramos, onde promovia
rodas de samba e tinha até um quiosque, Dicró fez história no local:
“Acordei com uma mensagem no celular de que o piscinão estava de luto”,
disse a comerciante Jupira de Oliveira.
Para a dona de casa Iva Rangel, 70, cada visita do músico ao piscinão
era uma festa. “Era todo mundo em volta dele. Ele veio aqui na sexta
(20), foi a despedida”, lamentou. Sambas como ‘A vaca da minha sogra’,
‘Bingo’ e ‘A Cartela’, retratam o bom-humor característico do músico.
“Dicró compôs ‘Vou botar minha nega no seguro’ e eu fiz uma música
parecida pra minha: Não pode dar bobeira né?”, brincou Eronildo dos
Santos”, 33, com a mulher Antônia Félix, 40.
Figura marcante nas letras, a sogra foi uma conquista
Figura marcante nas letras bem-humoradas de Dicró, a sogra dele, Edith
Roque Silva, morreu há seis anos, aos 86. Familiares contam que de
início, ela e o genro não se davam bem, mas o artista, com o tempo e a
fama, a conquistou.
“Ela não tinha paciência com ele porque ele era pintor (de parede) e
sambista, mas samba não dava dinheiro. Ela dizia: ‘Não é que sogra não
goste de genro; sogra não gosta de genro duro’. Mas logo ele passou a
ser respeitado por ela”, revelou Roberto Carlos, filho de Dicró.
Ela nasceu em Recife, teve seis filhos e veio ao Rio quando o marido a
deixou. Trabalhou como costureira e doméstica para sustentar os filhos.
Com o reconhecimento como artista, Dicró passou a ajudar a família,
inclusive Edith, com quem construiu relação carinhosa.
As brincadeiras, no entanto, continuaram nas letras e frases, em que
ele ora elogia ora fala mal de sogra. Em tom de piada, Edith alimentava o
mito da sogra má: ‘Enquanto ele estiver sustentando a família, deixa
ele brincar’, dizia, rindo, contou Roberto.
Artistas lamentam a perda do compositor irônico
Alto-astral e irreverência. Dicró transformou sua personalidade em
forte marca de sua música. O mundo do samba ficou um pouco mais triste
com a morte do músico, destacaram seu colegas.
Para Moacyr Luz, apesar de Dicró ter uma origem pobre, a miséria que
ele cantava era a do comportamento humano. Outro fã declarado é Zeca
Pagodinho, que disse que no início de sua carreira cantava muito o
repertório do amigo morto. “Ele era um sambista irreverente e bom
astral”. Tia Surica lembrou que ele era autêntico: “Vai fazer muita
festa no céu”.
Mesmo com toda a elegância dos versos de Cartola, Nelson Cavaquinho e
Carlos Cachaça, talvez a melhor definição sobre a Mangueira tenha saído
das mãos de um torcedor da Portela. Paulinho da Viola, ao lado do
parceiro Hermínio Bello de Carvalho, não deixou dúvidas sobre a beleza
de um desfile da verde e rosa: “Visto assim do alto, mais parece um céu
no chão”. Quando entrar na Marquês de Sapucaí, nas primeiras horas da
terça-feira de carnaval, a Mangueira será um céu de cocares, penas e
pinturas indígenas. Este ano, a escola presta uma homenagem ao Cacique
de Ramos, bloco tradicional da Zona Norte carioca. Nos últimos 51 anos,
uma parte relevante da história da música brasileira foi construída nas
rodas de samba da quadra da Rua Uranos. Zeca Pagodinho, Fundo de
Quintal, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Dudu Nobre e Almir Guineto são
alguns dos nomes que, entre banjos, cavaquinhos e tantãs, passaram pela
sombra da tamarineira. Todos eles observados de perto pela madrinha do
bloco, a mangueirense Beth Carvalho.
Em seus primeiros desfiles, o Cacique saía por Ramos e se concentrava na
Rua das Missões, hoje Rua Nossa Senhora das Graças, junto ao bar
frequentado por Pixinguinha e João da Baiana. Em 1973, começou a sair na
Av. Presidente Vargas, onde concorria com o Bafo da Onça. Depois, foi
crescendo, a ponto de engolir o Bafo, em 1978, quando saiu com mais de
dez mil componentes.
Já pertenceram ao bloco personalidades como Laudir de Oliveira
(percussionista da banda de Sérgio Mendes) e Mussun ( dos Originais do
Samba e comediante do grupo Os Trapalhões). Segundo Bira Presidente:
"Além de Zeca Pagodinho, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Beto Sem
Braço e do Fundo de Quintal, por aqui passaram jogadores como Brito,
Marco Antônio, Roberto Dinamite e Jairzinho.
No início da década de 1970 e parte da década de 1980, o "Pagode da
Tamarineira", realizado nas quartas-feiras na quadra do bloco, reunia
diversos compositores e intérpretes, que mais tarde se tornaram artistas
reconhecidos, como Jorge Aragão, Almir Guineto, Mussun, Zeca Pagodinho,
Marquinhos Satã, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Sombrinha, Sombra,
Jovelina Pérola Negra, Neguinho da Flor, Adilson Victor, Carlos Sapato
e, na época, ainda crianças levadas pelos pais, Andrezinho do Molejo
(filho de mestre André), Dudu Nobre (filho de João e Anita), Waguinho,
Anderson do Molejo, que fugia de casa aos sete anos para assistir aos
ensaios do bloco.
Frequentando as rodas de samba da Tamarineira, o grupo acabou criando
novos instrumentos, entre eles o "Tantã", por Sereno; o "banjo com braço
de cavaquinho", por Almir Guineto e o "repique de mão", por Ubirany, e o
repique-de-anel.
Surgia assim o grupo Fundo de Quintal, composto por alguns desses
compositores, Tendo em sua primeira formação Jorge Aragão, Almir
Guineto, Sereno, Neoci Dias ( filho de João da Baiana), Bira Presidente,
Ubirany e Sombrinha.
Conhecido no Japão, Estados Unidos e em vários países da Europa, o Bloco
Carnavalesco Cacique de Ramos é um dos poucos que ainda desfila pelas
ruas da comunidade da Leopoldina.
Em 2010, iniciando as comemorações dos 50 anos de fundação do Grêmio
Recreativo Cacique de Ramos, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
tombou o Grêmio Recreativo como patrimônio cultural da Cidade e ainda
reformou a quadra do Gremio, situada à Rua Uranos, em Ramos. Também
foram iniciadas as filmagens do documentário em longa-metragem com
roteiro e direção de Chico Anysio e Eduardo Maruche e o bloco ainda teve
sua trajetória exposta na "29ª Bienal de São Paulo" através das lentes
do fotógrafo Carlos Vergara.
Vou Festejar, Sou Cacique Sou Mangueira
Salve a tribo dos bambas
Um doce refúgio de inspiração
Salve o Palácio do Samba onde um simples verso se torna canção
Debaixo da tamarineira um índio guerreiro me fez recordar
Um lugar, um berço popular
Seguindo com os pés no chão
Raiz que se tornou religião
Da boêmia dos antigos carnavais
Não esquecerei jamais
Vem no batuque
Que eu quero sambar (me leva)
Já começou a festa
Esqueça a dor da vida
Caciqueando na Avenida
Sim, vi o bloco passando
O nobre rezando e o povo a cantar
Sim, é o nó na garganta
Ver o Bafo da Onça a desfilar
Chora, chegou a hora eu não vou ligar
Minha cultura é arte popular
Nasceu em 'Fundo de Quintal'
Sou imortal e eu vou viver
Agonizar não é morrer
Mangueira fez o meu sonho acontecer
O povo não perde o prazer de cantar
O povo liberto que a voz ecoou
Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou
Vem festejar
Na palma da mão
Eu sou o samba, a voz do morro
Não dá pra conter tamanha emoção
Cacique e Mangueira num só coração
Composição: Igor Leal, Lequinho, Junior Fionda e Paulinho Carvalho
Em 1993, a Caprichosos de Pilares apresentou o enredo“Não
existe pecado do lado de cá do Túnel Rebouças”, uma homenagem ao morador suburbano. O
enredo foi movido pela polêmica devido a apresentação
durante o desfile de um carro alegórico que mostrava o
assalto de um pivete a um turista no Rio de Janeiro. O
caso gerou críticas à escola por apologia à
violência. Este talvez tenha sido o ultimo enredo irreverente desta escola que se notabilizou como uma escola que sempre apresentava enredos engraçados, como em 1982com o enredo "Moça bonita não paga…." O
famoso carnaval da feira livre, ou em 1985 com "E por falar em saudade".
Foi uma homenagem brincando com a propria realidade do suburbio carioca, especialmente nos anos 1990, afinal no verso "muambeiro de Acarí", faz-se uma referencia a famosa feira da "Robauto". Ou "tem surfista diferente tirando onda em cima do trem", coisa muito comum naqueles tempos de surf ferroviário. E ainda diz que é baloeiro, atividade perigosa e fora da lei. Dizer ainda que é flamenguista e macumbeiro, isso eu nem vou comentar.
E depois desse samba polemico, a Caprichosos ficou apenas em penultimo lugar, so não caindo porque viraram a mesa e nenhuma escola foi rebaixada nesse ano.
Samba Enredo 1993
Não Existe Pecado Do Lado de Cá do Túnel Rebouças
Vem pro lado de cá
Vem se acabar na minha aldeia
Vem do Túnel pra cá
Pecado não há e nem areia
Sou suburbano
Sou caprichoso, assumido e orgulhoso
É isso aí, operário marmiteiro
E muambeiro lá de Acari
É de carona que eu vou, é de carona
Nesse vai e vem, no vai e vem
Tem surfista diferente
Tirando onda em cima do trem
Aqui ô ô, à sombra da tamarineira
Pagode, risos, brincadeiras
A praça é criança pé no chão
E bate forte, bate norte o coração
Um velho fusca é minha curtição
Sou baloeiro, eu sou
Sou peladeiro, eu sou
Eu sou o mengo no Maracanã
Bato macumba bem rezada na avenida
Pra ver a minha escola campeã
Eu vou daqui pra lá
De frango e saravá
E no burguês farofafá
Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração
Tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar...
Porém! Ai porém!
Há um caso diferente
Que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de Carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém
Que não me lembro anunciou
Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou...
Ah! Minha Portela!
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir
Aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar!
Essa música é a história da paixão pela Portela e uma resposta que
Paulinho dá a ele mesmo, quando, por alguma desilusão, andou arrastando
asas para a Mangueira, com "Sei lá Mangueira" (1969), em parceria com
Hermínio Belo de Carvalho.
Paulinho leu o livro "Por onde andou meu coração", de Maria Helena Cardoso. Um livro que não fala de carnaval muito menos da Portela, mas que possui a seguinte frase:
"Se um dia meu coração for consultado"...
Esse acabou sendo o verso inicial daquele que seria o maior sucesso do cantor. Um clássico que figura em qualquer coletânea dos maiores sambas de todos os tempos.
"Foi um Rio Que Passou em Minha Vida" foi uma
oportunidade de reatar com o antigo amor, ciumenta que não admitia flertes com outras musas.
Compacto Duplo lançado no final de 1969
O Samba da Discordia
Sei La Mangueira
(Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho)
Mangueira
Teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou...
Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe-desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar e sonhar, de sofrer
Sei lá não sei
Sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação
A música composta pelo sambista Nei Lopes e
interpretada por Zeca Pagodinho tornou, além do bairro, o extinto clube e
o obscuro jogador conhecidos no Brasil inteiro
Poucos cariocas conhecem a história desse simpático clube, que esteve durante décadas na elite do futebol do Rio de Janeiro.
Andarahy A.C.
Andarahy Athletico Club
No
dia 9 de novembro de 1909 foi fundado o Andarahy AC, localizado na Rua
Barão de São Francisco no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte da
cidade. O Estádio era chamado de Barão de São Francisco, também
conhecido como Rua Prefeito Serzedello Correia e pertenceu ao clube até
1962. O seu uniforme tinha às cores verde e branco. Durante a história, o
clube alternou dois modelos de uniformes: camisa inteiramente verde e
calções brancos e camisa listrada na vertical alviverde e calções
brancos.
Nesse ano, foi vendido por CR$ 60 milhões ao América,
que passou a chamá-lo de Estádio Wolney Braune. Nos anos 90, o América
vendeu o estádio que atualmente é o Shopping Iguatemi, em Vila Isabel.
Ao
todo, o alviverde disputou 20 campeonatos cariocas, sendo o último em
1937. A sua melhor colocação no carioca ocorreu em 1934, quando ficou
com o vice-campeonato, com dez vitórias, dois empates e duas derrotas,
só ficando atrás do campeão Vasco.
O jogador Dondon, que ficou famoso no samba, foi um zagueiro que atuou
pelo Andarahy de 1932 a 1938 e fez parte do time vice-campeão carioca,
em 1934. Além de Dondon o Andarahy teve outro atleta que possui
história curiosa. Trata-se do ponta-esquerda Arubinha que, em 1937,
depois de participar de humilhante derrota de seu clube para o Vasco por
12x0 teria enterrado um sapo com a boca costurada em São Januário na
manhã seguinte à derrota. Ele então rogou praga afirmando que o rival
ficaria 12 anos sem ganhar um título. A praga não deu certo, pois o
Vasco foi campeão antes desse período e o mais curioso é que o jogo da
goleada aconteceu no estádio do Fluminense, Laranjeiras.
Principais glórias do Andarahy Athletico Club:
- Vice-campeão carioca de 1934 (AMEA)
- Campeão carioca da segunda divisão em 1915 e 1925
- Campeão do torneio início em 1924
- Campeão carioca de juniores em 1928
Tempo de Dondon
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Nossa vida era mais simples de viver
Não tinha tanto miserê, nem tinha tanto tititi
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí (2x)
Fast food era merenda
Breakfast, café da manhã
O hipermercado era venda
E "halls-mentolips", bala de hortelã
Hortifruti era tudo quitanda
E jeans era só calça Lee
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Desemprego era desvio
Loteria era contravenção
Metida era pessoa esnobe
E quem fazia lobby, era "um bom pistolão"
INSS não tinha
Só IAPC, IAPETC e IAPI
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Tinha cérebro eletrônico
E vitrola tocava Long Play
Afeminado, invertido,
Gorgota e enrustido era o nome dos gays.
Pedófilo era tarado
Transformista hoje é travesti
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Alô, alô Sumaré! Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4! Alô, alô
criançada do meu Brasil!, aqui quem fala é o Capitão Aza, comandante e
chefe das forças armadas infantis deste Brasil.
Com estas palavras, começava o programa Clube do Capitão Aza, sucesso infantil da antiga TV Tupi canal 6 que esteve no ar durante 14 anos.
Quem foi criança nos anos 70, com certeza passou as tardes vendo os desenhos animados no programa do Capitão Aza.
Na época, não tínhamos loirinhas de shorts curtos e muito menos
adolescentes saídos da Malhação para preencher o espaço entre um desenho
e outro.
O Capitão AZA foi criado em Setembro de 1966 durante a ditadura militar, servindo como homenagem a um falecido herói da FAB que lutou na Segunda Guerra Mundial, o capitão aviador Adalberto Azambuja, que era conhecido como AZA entre os aviadores.
Com seu uniforme aeronáutico e o capacete de piloto com o
"A" com duas asas, era interpretado pelo ator e policial civil Wilson
Vianna, e foi criado para tentar superar o programa concorrente da Rede Globo, Capitão Furacão, tendo conseguido tal objetivo ao, após alguns meses, liderar a audiência junto dos mais jovens.
Capitão Aza buscava trazer à tona bons conselhos como estudar, respeitar os mais velhos, compartilhar da amizade, carinho e amor
das pessoas. Sempre que possível e principalmente nos finais de semana,
levava as crianças a passeios turísticos promovidos pela TV Tupi junto com os patrocinadores Riotur e Casas Sendas. Ídolo de toda uma geração, passou a fazer parte do imaginário das crianças de então, que não parecem esquecê-lo até hoje.
Infelizmente, hoje em dia não existem mais programas infantis como esse, o que vemos na televisão são programas repletos de baixarias e maus exemplos para as crianças. Acho que o Capitão Aza foi o ultimo programa infantil a ter essa linguagem civica. Era muito bom ouvir os conselhos do Capitão Aza, como respeitar pai e mãe e especialmente os professores.
Não lembro que ano foi, provavelmente 1970 ou 1971, mas lembro bem do dia que o Capitão Aza visitou a Escola São Paulo de Braz de Pina.
Estudava de manhã, estava provavelmente no 3o ano, e antes da aula começar, como de praxe, todas as turmas faziam a formação para cantar o Hino Nacional, isso todos os dias. Estou falando de uma escola municipal. Pena que isso tenha ficado no passado.
Naquele dia especial, porem, cantamos o hino na companhia do Capitão Aza e sua assistente Martinha. Depois do hino ele contou historias, veio com uma equipe que filmou tudo e foi embora, lembro de ver colegas meus chorando naquele dia. Dias depois todos nos assistimos, no programa dele, um trechinho que mostrava essa visita. Dizem que eu apareci rapidinho, eu nem lembro.
O programa durou até o fim da Tupi, Wilson Viana faleceu, vitima de um terceiro infarto em 2003.
Hoje em dia, falam que ele era um "produto" da ditadura, que estava ali fazendo lavagem cerebral e vendendo um Brasil que não existia na verdade.
Pra nos isso não faz diferença, saudades do Clube do Capitão Aza, saudades dos desenhos "desanimados" Marvel, saudades de uma epoca mágica.
Meus Bonecos Marvel
Fonte Wikipedia
Sideral
Comandando uma astronave
E Rasgando o céu
Vou pisando em estrelas, constelações
Deixo longe o mundo aflito e a bomba H
Corpo livre no infinito eu vou
Na estrada do sol.
Traço rumo do meus passos na solidão
Ganho espaços nas revistas, televisões
Mas os homens se destroem
Nas guerras vãs
E vão no pó dos sonhos, ah
Em nome do amor
Eu vou Colorindo de vermelho
Este céu azul
Minha nave é um espelho
Rebrilha o sol
Pela trilha da esperança
Cantando o amor e a paz
Eu vou cantando o amor e a paz