Seu Tomé é um homem bom, proprietário de uma fábrica de figurinhas de
futebol. Existem as fáceis e as difíceis, fabricadas em menor
quantidade. Quem enche o álbum ganha prêmios realmente bons. Mas surge
uma fábrica clandestina que fabrica as figurinhas difíceis e as vende
livremente. O número de álbuns cheios aumenta e seu Tomé não tem mais
capacidade de dar todos os prêmios. Há uma revolta, as crianças querem
quebrar a fábrica. Edmundo, Pituca e Bolachão, e mais adiante, Berenice,
entram em cena para descobrir a fábrica clandestina. Acontece que não
se trata de simples bandidos, a quadrilha é chefiada por um gênio do
crime, e os meninos terão de botar a cabeça para funcionar se quiserem
resolver a situação.
Esse é o texto de apresentação do Livro de J.C. Marinho Silva, O Genio do Crime.
Estudava na escola São Paulo de Braz de Pina, Galba era o meu professor de portugues e indicou esse livro para o trabalho do mês. Quem estudou na escola São Paulo nos anos 70 -80 e não sabe quem é Galba Saturnino da Silveira? Hoje na escola São Paulo tem uma sala com o nome dele. Justa homenagem.
Lembro como se fosse hoje, assim que peguei o livro, fui lendo, lendo, e acabei lendo ele inteirinho de uma tacada só. E não é livrinho fino não.
Com personagens bem construidos, tem um universo familiar a todos os garotos daquele tempo com album de figurinhas que davam premios, escola, hora do recreio, amigos inseparáveis, futebol, um genio do crime, clima de misterio e um final surpreendente.
O Genio do Crime foi um livro que marcou uma geração, infelizmente emprestei o exemplar que eu tinha e fiquei sem. Anos depois comprei outro e vira e mexe dou uma lidinha.
O Genio do Crime ganhou um subtitulo anos depois, "Uma aventura da turma do Gordo".
J.C. Marinho escreveu mais livros com a mesma turma, assim O Genio do Crime acabou sendo o primeiro dos livros dessa coleção. Ah esse gordo aí do subtitulo é na verdade o Bolacha, um dos meninos que desvendam o misterio.



















