terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sábado é dia de feira

"As feiras são fenômenos econômicos sociais muito antigos e já eram conhecidas dos Gregos e Romanos. Entre os Romanos, por causa das implicações de ordem pública que as feiras tinham, estabeleceu-se que as regras de sua criação e funcionamento dependiam da intervenção e garantia do estado. O papel das feiras tornou-se verdadeiramente importante a partir da chamada revolução comercial, ou seja, do século XI. Daí em diante, seu numero foi sempre aumentando até o século XIII." 

Enciclopédia Luso-Brasileira - 1995, Vol. 8 pg. 502) 

Chega de explicação, quem mora ou já morou algum dia em Braz de Pina sabe bem o que é uma feira livre. Faz parte da historia desse bairro. Alo Dona Maria não esquece de passar na barraca do pastel.






































sábado, 20 de outubro de 2012

A Moreninha de Paquetá

Em 1843, Joaquim Manuel de Macedo escreveu o romance "A Moreninha", que é considerado o iniciador do "romantismo" na literatura brasileira. O livro se tornou um grande sucesso e muitos acreditam que a estória poderia ser real, ter realmente acontecido na Ilha de Paquetá, o que a tornou nacionalmente conhecida. Até onde vai a fantasia, até onde vai a realidade?


Macedo era estudante de medicina quando escreveu o livro. O romance foi um grande sucesso, e se tornou um dos livros mais lidos de todos os tempos no Brasil. O livro só foi equiparado ou talvez superado por "O Guraraní", escrito por José de Alencar. Tanto Macedo como Alencar se tornaram nomes muito conhecidos à sua época e também nos dias de hoje. Macedo abandonou posteriormente a medicina, foi deputado, e se tornou inclusive amigo próximo da familia do Imperador Pedro II, tendo lecionado para os filhos do mesmo.

Segundo o escritor e também antigo morador de Paqueta, Vivaldo Coracy, e também autor de um livro sobre a ilha, não existe certeza absoluta que a estória se passe em Paquetá, ou que algum dos personagens tenham existido de verdade em Paquetá. Existem apenas suposições acerca disso.
Entretanto, pelo que se pode entender, Paquetá se encaixa na estória como sendo a Ilha descrita pelo autor, de forma fantasiosa ou com similaridades reais descritos no livro em questão.
Já existiram boatos ou vagas hipóteses que a estória poderia ter sido inspirada em alguma moça que morou na ilha. Talvez o escritor, quando escreveu o romance, evitou citar o local nominalmente para evitar associações com pessoas ou provocar polêmicas. E talvez a moreninha, transformada em personagem, tenha existido de fato e vivido na Ilha.


Parque Temático deu nome à Pedra e Praia da Moreninha

Nos início dos anos da década de 1940, uma área pública de Paquetá, que foi uma chácara, abrangendo o Morro de São Roque onde situa-se a assim chamada Pedra da Moreninha (antigamente chamada de pedra do Itanhangá), juntamente com a área da praia também chamada nos dias de hoje de Praia da Moreninha (antigamente chamada de Praia do Itanhangá), foi arrendada à um empresário para exploração como balneário, parte de um projeto que incluiu um hotel e um parque de diversões.
Com intuito de "marketing" ou propaganda com fins comerciais, o empresário deu nome à esta chácara de "A Moreninha", divulgando assim a Ilha como cenário para o romance. Alguns anos depois este contrato de arrendamento foi extinto, e área voltou ao poder público.
A Pedra da Moreninha é ponto alto de onde se tem uma bela vista do mar e parte da orla de Paquetá. Mas seria praticamente impossível ser um ponto alto ou local onde a moça da história subia para ver a chegada de alguém à distância como descrito no livro. A Pedra é muito ingreme e não tem o acesso facilitado por escadas e e uma ponte de madeira como fizeram posteriormente, ao transforma-la em ponto turístico.
 
 
                                                Subida para a pedra da Moreninha

                                                 A Vista que se tem de cima da pedra  

                                                               A praia da Moreninha

A Moreninha na TV e no cinema

Dois filmes foram feitos sobre o livro A Moreninha, um de 1915 e outro com Sônia Braga de 1970, ambos com o nome de A Moreninha.
O filme de 1915 é do tempo do cinema mudo, e não há informação  se utilizaram Paquetá como cenário.
Quanto ao filme de 1970, a Ilha de Paquetá foi utilizada como cenário.
Duas telenovelas também foram produzidas, uma com Marília Pêra em 1965 e outra com Nívea Maria em 1975.
Existem muitos registros e fotos da ultima telenovela produzida pela Globo, e a Ilha de Paqueta foi o cenário da telenovela de 1975 com Nívea Maria. Na novela de 1965, também foram feitas cenas externas em Paquetá.

                                          David Cardoso e Sonia Braga no filme de 1970

                                       Marilia Pera na novela de 1965 da novata Tv Globo

                                          Nivea Maria e Mario Cardoso na versão de 1975  

Fontes:
wwwriodejaneiroaqui.com 
Blog para recordar novelas e famosos
Blog astros em revista
Wikipedia


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Forte de Nossa Senhora da Gloria de Campinho


Muralha fortificada 

O Rio de Janeiro de modo particular foi sempre, desde a conquista do Brasil pelos portugueses, uma preciosidade natural cobiçada pelos europeus, em especial os franceses. Desde a invasão de Villegaignon, em 1555, com a tentativa de fundar em solo carioca a Franca Antártica, a cidade do Rio de Janeiro, ao longo da entrada e orlas da Baía de Guanabara, foi fortificada com defesas expressivas e, algumas de grande porte, como os fortes de Santa Cruz, da Lage, de São João, de São Thiago, de Graquatá, etc.
Após a invasão do Rio de Janeiro pelos corsários franceses Jean Francois Duclerc, em 1710 e Duguay-Trouin, este que, em 1711 traumatizou a população, foi que os governadores começaram a se preocupar com a fortificação da cidade pelo seu interior.
Em 1710, Duclerc, não conseguindo invadir o Rio, adentrando à Baia de Guanabara, dada a pronta resistência das baterias dos seus fortes, retrocedeu e foi desembarcar em Guaratiba. Daí marchou, quase sem atropelo, até ao centro da cidade onde, finalmente foi derrotado, preso e, posteriormente morto, graças á resistência da própria população, e dos soldados (cf. Fragoso, 2004).
O Terceiro Vice-Rei do Brasil, Marquês do Lavradio (1769-1779), deu início à construção de fortes, fortins e baterias, começando por Guaratiba e Sepetiba. Em 1775, por exemplo, foi construído o Fortim de Sernambetiba (Pontal de Sernambetiba), com duas baterias. Em seguida ergueu o Fortim de Itapoã, em Jacarepaguá e outros na Barra da Tijuca, no desfiladeiro da Serra do Matheus e no percurso Grajaú-Jacarepaguá (cf. Souza, 1885)
Logo no início do Iº Reinado foi construído o Forte de N. S. da Glória do Campinho. Dele nos fala e ilustra até com um desenho, a viajante e inglesa Maria Graham em seu “Diário de Viagem”(1956), quando de passagem, numa viagem de retorno a Santa Cruz, em 1821. O forte estava então começando a ser construído. Diz ela, no dia 23 de agosto, um bonito sábado de 1821: “... tivemos ensejo de admirar o campo em torno do Campinho, ... distinguindo-se por um novo forte de barro, agora em construção, num outeiro isolado que domina a estrada para a capital, através de morros e da planície.”
E, justificando a sua construção:
“A falta de um tal ponto de defesa foi sentida quando Duclerc desembarcou na Baía de Angra dos Reis, no começo do último século e marchou, sem parar, para a cidade”.
Sobre o Forte de Campinho, o historiador Coronel Augusto Fausto de Souza registrou, em 1885:

“Na estrada Geral de Santa Cruz, a 11 milhas da cidade, sobre uma colina, próxima ao cruzamento das estradas do Campo-Grande e de Jacarepaguá, foi construído, em 1822, o Forte de N.S. da Glória, armado com 9 bocas de fogo, e auxiliado por outras assestadas nas montanhas fronteiras, dominando essas estradas e a de Irajá, onde é hoje o Largo do Madureira. Posição estratégica de valor por estar entre um contraforte da Serra do Andarahy e as montanhas de Irajá, em uma espécie de desfiladeiro, dominando as duas estradas e servindo de guarda avançada deste lado da cidade, foram, tanto o forte como as baterias auxiliares desarmadas em 1831, sendo, no lugar do forte, estabelecido, desde 1852, o Laboratório Pirotécnico do Exército.”
Desenho do forte do Campinho - Maria Graham 1823

Portanto, este forte funcionou de 1822 a 1831, quando foi desarmado, juntamente com as baterias assestadas nos morros ao seu redor. Em 1852, ele foi transformado em Imperial Laboratório Pirotécnico do Exército. No Arquivo do Ministério da Guerra (AHEx) foi encontrado um “Mapa do Terreno ocupado pelo Laboratório de Campinho”, datado de 1867, no qual está representado o terreno, sem indicação de edificações, mostra as diversas chácaras da época, assinalando várias construções, a indicação de um cemitério e ruas já existentes naquela época: as atuais ruas Maria Lopes e Domingos Lopes.
Na Biblioteca Nacional encontram-se duas plantas: uma do forte em pontas, que coincide com o desenho de Maria Graham e com a descrição de Augusto Fausto de Souza (“9 bocas de fogo”) e outra do Forte e dos terrenos ao seu redor, posicionados em relação à Estrada Real, atual Av. Ernani Cardoso. Ambas as plantas estão assinadas pelo projetista prussiano e engenheiro militar Rudolph Waehneldt, o mesmo que assina os projetos dos edifícios do Laboratório, em 1851.
Imperial laboratório pirotécnico 1851

No Arquivo do Exército há plantas baixas e de fachadas dos edifícios, datados de 1851, portanto, no início da transformação do forte em Imperial Laboratório Pirotécnico. Grande coincidência e muito curioso é a planta baixa da Fábrica de Espoletas: um edifício medindo mais ou menos 36 metros de comprimento por 7 de largura, que o próprio Rudolph projetou e indicou sobre a Planta do Forte do Campinho, por ele reproduzida, com certeza a partir de alguma original. Ele também poderia ter feito uma nova planta, baseado no forte ainda existente. A planta está legendada em alemão e com escala em palmos. Este edifício está localizado no topo do antigo forte, e coincide com a atual ala existente denominada “Recanto 3º Esquadrão”, cujas paredes externas medem aproximadamente 60 cm de espessura. Paralelo a este edifício, com afastamento de uns 14 metros, formando um pátio interno, foi construído uma outra ala mais recente com as mesmas dimensões, porém, com paredes de espessura menor. As duas alas se interligam numa extremidade com um edifício, que seria uma antiga entrada desta unidade, dando ao conjunto a aparência de um portal. Outro edifício existente, parecido com a antiga Forja - a ser confirmado - faz parte do conjunto dos refeitórios e cozinha.

Depois da fase de Imperial Laboratório Pirotécnico e, mais tarde, já na República, simplesmente Laboratório Pirotécnico do Exército, que terminou no início do século XX, o local passou a sediar: o Quartel do Regimento Moto – Mecanizado, o Núcleo da Companhia de Comunicações da Divisão Blindada do Exército e outros regimentos. Finalmente, a área do antigo Forte N. S. da Glória do Campinho foi ocupada pelo 15º RC-Mec (Regimento de Cavalaria Mecanizada), até 2005, quando foi permutada pelo Exército com uma empresa privada de São Paulo.

Antigo almoxarifado do 5º regimento de cavalaria
Canhão de 1826
 
Pavimentação em pé de moloque
 
Escavações arqueológicas em 2007
 Fonte:
 http://www0.rio.rj.gov.br/patrimonio/proj_forte_nsgloria_campinho.shtm

Sobre o forte vejamos o que diz o fotolog da Zona Norte - 
http://fotolog.terra.com.br/znorte:387



Em 6/08/2010, às 23:01:47, Irajá disse:
Na foto, em primeiro plano é uma porta d’armas que existiu um pouco mais atrás da que era do 15º Regimento de Reconhecimento Mecanizado, e que foi demolida junto com os pavilhões de alojamentos. Logo a seguir esta a escadaria do forte propriamente dito, e que ainda esta lá intacta, bem como os pavilhões que aparecem sobre a colina. Este conjunto encontra-se encoberto de visão da Av. Ernani Cardoso por arvores que foram plantadas na meia encosta muito tempo após a foto. É o conjunto arquitetônico na colina, por ser o verdadeiro forte, o objeto de tombamento, e em nada foi afetado pelo decreto de liberação de imóveis para a demolição por obras do T5. O Condomínio dos Girassóis que seria construído no entorno da colina foi embargado pelo Município. O tombamento do Forte de N. S. da Gloria esta em processo no IPHA, sendo portanto de ação Federal. Os imóveis liberados estavam em tombamento provisório, e ainda sem inscrição, no Município do Rio de Janeiro. Nenhuma ameaça há ao Forte a não ser que os incorporadores do Girassóis possam alcançar algum ganho de causa contra o embargo. É torcer para que a justiça confirme a decretação do embargo e a anulação do processo de venda do terreno.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Santuario da Medalha Milagrosa

Sobre uma pequena colina na Tijuca, o Santuário da Medalha Milagrosa foi fundado em 1955 pelas irmãs vicentinas mais conhecidas como Irmãs da Caridade.
E caridade é o que não faltou por parte dos amigos e devotos de Nossa Senhora das Graças. Na época contribuições e trabalhos comunitários foram feitos a fim de levantar recursos para a construção daquele que seria o primeiro santuário no Rio de Janeiro dedicado à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
A idéia da construção do santuário dedicado à Mãe de Deus foi motivada pela canonização da vidente e irmã de caridade Catarina Labouré em 1947.
Tudo começou com uma pequena arrecadação de 50 cruzeiros numa Kermesse organizada pelas irmãs de caridade. Logo, em seguida, surgiram campanhas, como a "Campanha do Tijolo" com os seus 1000 amigos, as festas comunitárias, enfim doações espontâneas e generosas de fiéis que queriam concretizar a construção do belo Santuário da Medalha Milagrosa.
A pedra fundamental foi lançada aos 26 de junho de 1949 com a presença do cardeal do Rio, na época, D.Jaime Câmara. Foram necessários seis anos para concluir as obras do Santuário dedicado a Virgem da Medalha. A inauguração foi no dia 18 de julho de 1955 com uma solenidade majestosa.
Todos os anos milhares de fiéis vão ao Santuário agradecer e pedir graças Aquela que é a medianeira de todas as graças.






A igreja da Medalha Milagrosa fica na Rua Doutor Satamini 333 - Tijuca


Fonte: Site da igreja
Fotos: Panoramio

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Capela São José da Pedra


Sempre que vou a madureira fico olhando aquela igrejinha branca no alto do morro, mais uma historia interessante de Madureira e da zona norte. 

Ela tambem é conhecida como Capela de São José de Madureira. Sua construção teve início em 1894 por um grupo de caçadores. O bairro de Madureira era uma região muito procurada para caça de animais de pequeno porte. Certo dia, três caçadores acharam uma imagem de São José sobre uma pedra. Conta a lenda que foi criado um altar com a imagem encontrada para proteger o local. Mas, toda noite, a imagem do santo podia ser vista novamente entre as pedras. O dono do terreno, José Francisco Lisboa, impressionado com a história, permitiu a construção de uma capela em louvor a São José, pronta em 1931. Só em 1978 foi inaugurada sua escadaria com 366 degraus, o pessoal de Madureira gosta de dizer que ela tem um degrau a mais que a escadaria da Igreja da Penha, mas a escadaria da Penha tem mais de 380 degraus.  





São José de Madureira
(Zeca Pagodinho
Composição: Beto Sem Braço/Zeca Pagodinho)

São José
Tú protejas a serrinha
Que felicidade minha
Eu poder te contemplar
Tua capela é tão bela
Enfeita o morro
Mas quem te pede socorro
Não é só quem vive lá
Quem te agradece
Por ser tão bem assistido
E ter sempre conseguido
Tantas glórias a teus pés é quem sobe o morro
Carregando lata d’agua
Solta o riso, esquece a mágoa
Faz do samba brincadeira
(De onde é?)
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
Mas São José
Lá do alto da pedreira
Você olha
Madureira São José
Olha Madureira, São José
Olha Madureira
Protege o Império e a Portela
Que vão pra avenida
E levantam poeria
(e de onde é?)
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
É de Madureira
(Porque)
É de Madureira…
Esse Santo camarada
Dá sempre uma olhada na Mangueira
(Porque) É de Madureira…
Dá uma olhada pros pobres
Compadre, que não tá de brincadeira
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
É de Madureira, São José
É de Madureira

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Serra da Misericórdia


 A Serra da Misericórdia abrange cerca de 43,9 km2 no município do Rio de Janeiro, e está localizada após uma faixa de baixada de aproximadamente 6 km a norte do Maciço da Tijuca e 3 km da costa oeste da Baia de Guanabara no ponto mais próximo de seu relevo: o bairro da Maré. O maciço da Misericórdia chega a aproximados 260 metros de altitude em seu pico culminante a Serra do Juramento. 

Estende-se por 27 bairros do suburbio carioca, entre eles: Abolição, Bonsucesso, Bras de pina, Cavalcante, Cascadura, Complexo do Alemão, Del Castilho, Engenho da Rainha, higienópolis, Honório Gurgel, Inhaúma, irajá, Madureira, Olaria, Penha, Penha Circular, Piedade, Pilares, Ramos, Rocha Miranda, Tomás Coelho, Turiaçú, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos e Vista Alegre. 


Os dados históricos sobre a Serra da Misericórdia remontam o primeiro ciclo agrícola. Entre os séculos XVII e XIX, servia como fronteira entre as importantes freguesias rurais de Inhaúma e Irajá, que mais tarde se converteram em freguesias urbanas e finalmente em bairros suburbanos da cidade do Rio de Janeiro.

Estando dentro da macro bacia hidrográfica da Baia de Guanabara destacam-se como principais corpos hídricos da região: O Canal do Cunha, o Canal da Penha, os rios Jacaré, Faria, Timbó (que tem suas águas enriquecidas por inúmeros afluentes na Serra da Misericórdia), Faria-Timbó, Cachorros (com suas nascentes na Misericórdia), Irajá e Ramos; onde se situa a Praia de Ramos, considerada pelos órgãos públicos como “a mais poluída do Brasil”.

Considerando-se os bairros inseridos na Serra da Misericórdia, vivem 897.797 mil habitantes na região, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – 1996), dos quais grande proporção vive nas 98 favelas existentes (Instituto Pereira Passos – 1998). Destacam-se os Complexos do Alemão, Complexos da Penha e Juramento considerados a área mais violenta da cidade, (Secretária de Estado de Segurança Publica SESP – 2002).

Toda essa região apresenta processos históricos de degradação ambiental e abandono, que vão desde o abatimento das florestas e seus povos, com o cultivo de monoculturas na época do Brasil colônia, até a sua ocupação desordenada. É agravante o atual quadro de degradação ambiental em que se encontra a Zona Norte carioca mais especificamente a região da APARU da Serra da Misericórdia.
Foto: Allan Lucas



Antes da conquista da
Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana (APARU), estabelecida pelo Decreto nº 19.144, de 14 de novembro de 2000, não havia nenhum controle sobre a poluição dos bairros circundantes ao maciço da Misericórdia. Havia a presença de três pedreiras com suas jazidas de granito na região, com emissão do esgoto industrial na água dos rios da Serra da Misericórdia, que transportavam metais pesados e detritos orgânicos para a Baia de Guanabara. Com a perda da vegetação original, houve a destruição da estrutura do solo que é necessário à sua agregação e firmeza, causando a impermeabilização, ressecamento dos rios que dependem da vegetação e a aceleração da erosão e do assoreamento, pondo em risco muitas comunidades que viviam nas encostas.

A Serra da Misericórdia é considerada parque e área de preservação ambiental desde 16 de dezembro de 2010, a partir do Decreto nº 33280, que nomeou o Parque Municipal da Serra da Misericórdia como Parque Municipal Urbano da Serra da Misericórdia, e estabeleceu seus limites. Na prática, o reconhecimento significa que o local será destinado ao lazer, à prática esportiva, à recreação em meio à natureza, à promoção da educação ambiental e à valorização das manifestações culturais e tradições locais, e a ações de proteção às áreas de reflorestamento, à fauna, às nascentes e mananciais de água existentes no local.



Fonte:

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Festa da Penha 2012 - Programação


Começa no dia 6 de outubro a 377ª Festa de Nossa Senhora da Penha. Serão dias de alegria, repletos de atividades religiosas e culturais. As festividades vão se estender até o dia 28 do mesmo mês.
Como de costume as atividades terão início com a  Lavagem da Escadaria, às 15h, e a Procissão Luminosa e Caminhada Jovem, saindo às 17h30min da Paróquia Bom Jesus da Penha , em direção ao Santuário, no dia 6 de outubro.
No dia 7, às 10h, Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, preside a Santa Missa solene no Santuário. Nesta celebração será apresentado o manto novo da imagem histórica de Nossa Senhora da Penha. Às 6h30min, uma alvorada festiva com queima de fogos e toque de sinos anuncia o início da comemoração. 
Este ano, além dos eventos tradicionais –  Folclore Brasileiro, com os alunos do Colégio Nossa Senhora da Penha, 11º Encontro de Corais; 7ª Romaria da Bíblia; Evento “Corações Unidos”( Comunidade Coração Novo); o 7º Festival do Folclore Português e a 2º Peregrinação dos Motociclistas, a Festa da Penha terá novidades: a 1ª Arte e Poesia nas Igrejas, dia 20,  e a 1ª Caminhada do Terço dos Homens, dia 21.
No último domingo da festa, dia 28, a programação começa às 15h com a Peregrinação do Vicariato Leopoldina, quando os fiéis sairão em procissão conduzindo a imagem de Nossa Senhora da Penha por algumas ruas do bairro.  Em seguida, Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, preside a Santa Missa campal na Concha Acústica do Santuário, onde haverá a tradicional coroação da imagem de Nossa Senhora da Penha, com a participação do Ministério "Aliança de Amor" e do Grupo de dança "Os Escolhidos". O Reitor do Santuário, padre Serafim de Sousa Fernandes, fala da expectativa em relação à festa e faz um convite: “É uma oportunidade para visitar o Santuário, um dos locais mais lindos do Rio de Janeiro, e também sentir que a paz na Penha veio para ficar”.

Programação:

Outubro:

Dia 6
15h – Lavagem da Escadaria
17:30h – Caminhada Jovem e Procissão Luminosa saindo da Paróquia Bom Jesus ( último dia de Novena)

Dia 7
10h – Missa Solene, presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, com a apresentação do manto novo de N. Sra. da Penha
15h – Folclore Brasileiro (Colégio N. Sra. da Penha)

Dia 12
14h – Evento Corações Unidos (Comunidade Coração Novo)

Dia 14
15h – 7º Festival do Folclore Português
15h – 7ª Romaria da Bíblia ao Santuário da Penha

Dia 20

17:30h – 1ª Arte e Poesia nas Igrejas

Dia 21
11h – 2ª Peregrinação dos motociclistas
15h – 11º Encontro de Corais
        - 1ª Caminhada do Terço dos Homens 
Dia 28
15h – Encerramento da Festa com a Peregrinação do Vicariato da Leopoldina: Procissão, Missa Campal, presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e coroação da imagem de N. Sra. da Penha, com a participação do Ministério "Aliança de Amor" e do Grupo de dança "Os Escolhidos".

Fonte: Site do Santuario da Penha