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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Castelo de Oswaldo Cruz


Única edificação neomourisca civil ainda existente no Rio de Janeiro, o Pavilhão Mourisco ou Prédio Central da Fundação Oswaldo Cruz teve sua construção iniciada em 1905 e foi projetado pelo arquiteto português Luiz de Moraes Júnior, com base em croquis de Oswaldo Cruz. O traçado do prédio assemelha-se aos palácios ingleses do período Elisabetano, com utilização de torres e ameias, a valorização da entrada principal, as grandes galerias ligando as salas laterais. Já nas fachadas, paredes, pisos e forros internos impera o estilo oriental.
O prédio foi erigido sobre uma das colinas da região, sendo um bloco imponente, com sua fachada voltada para o mar e cerca de 50 m de altura. As paredes do porão são executadas em granito retirado da própria pedreira de Manguinhos. Arrematando a base do prédio há uma cinta, também em granito trabalhado. As varandas externas têm paredes em azulejo Bordalo Pinheiro e seu piso é coberto de mosaicos franceses, cuja distribuição, em variadas cores e formas, lembra os tapetes e passadeiras árabes. 

                                                   

São desconhecidas as razões que levaram Oswaldo Cruz e Luiz de Moraes Junior a optarem pelo estilo mourisco. Em seu aspecto decorativo, o pavilhão central de Manguinhos lembra o Alhambra de Granada. Possui ainda certa semelhança com o Observatório de Mountsouris, na França, que Oswaldo Cruz frequentou no período em que fez sua especialização em microbiologia.


                                   Quem passa pela Av Brasil não ve esse angulo do castelo



As origens da fundação remontam ao início do século XX com a criação do Instituto Soroterápico Federal em 25 de maio de 1900 (cujo objetivo inicial era o de fabricar soros e vacinas contra a peste). Em 1901, passou para o governo federal, com o nome modificado para Instituto Soroterápico Federal.
Em 12 de dezembro de 1907, passou a denominar-se Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos (referência ao nome do bairro carioca onde fica sua sede) e, em 19 de março de 1918, em homenagem a Oswaldo Cruz, passou a chamar-se Instituto Oswaldo Cruz. Em maio de 1970, tornou-se Fundação Instituto Oswaldo Cruz, adotando a sigla Fiocruz, que continua a ser utilizada mesmo depois de maio de 1974, quando recebeu a atual designação de Fundação Oswaldo Cruz.
Seu principal objetivo é a pesquisa e o tratamento das doenças tropicais. Seu trabalho não se limitou ao Rio de Janeiro nem à pesquisa e produção de vacinas. Nas campanhas de saneamento das cidades assoladas por surtos e epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica, teve que enfrentar uma cerrada oposição e um levante popular — a Revolta da Vacina. Ao se ocupar de condições de vida das populações do interior, deu origem a debates que resultaram na criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.
Em 1970, o instituto e outros órgãos federais foram congregados na Fundação Oswaldo Cruz, mais conhecida como Fiocruz, atualmente considerada uma das mais importantes instituições brasileiras de pesquisa na área da saúde.




 Em 1980 o castelo mourisco foi usado como locação para o filme O Rei e os Trapalhões


A Fiocruz tem 17 unidades técnico-científicas, sendo 11 localizadas no Rio de Janeiro, 5 localizadas em outros estados brasileiros e uma unidade em Maputo, capital do Moçambique.



Uma foto rara mostra o castelo mourisco sem a Av Brasil em 1939. Observe que existia um pequeno aeroporto em Manguinhos.


                                                   Cedula de 50 mil cruzeiros de 1984





Fontes:
Site da Fiocruz
Wikipedia

Um comentário:

  1. Excelente postagem, rica em detalhes. A Fiocruz realmente é muito importante no que diz respeito às pesquisas, vacinas e tudo o mais em prol da saúde.

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