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sábado, 14 de julho de 2012

Ceasa - Irajá

                     Ceasa garante 80% da comida que o carioca põe à mesa

‘População’ da ‘cidade’ de Irajá é maior que a de 58 municípios do estado

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O movimento na Ceasa de Irajá: 1,8 milhão de toneladas de alimentos comercializadas no ano passado
Foto: Felipe Hanower / Agência O Globo 
 
O movimento na Ceasa de Irajá: 1,8 milhão de toneladas de alimentos comercializadas no ano passado Felipe Hanower / Agência O Globo
RIO — Espremida entre a Avenida Brasil e duas comunidades pobres, está uma pequena “cidade” de 1,5 milhão de metros quadrados de área, mas com uma população flutuante de 60 mil pessoas/dia, maior do que a de 58 dos 92 municípios do estado. No entanto, ao contrário de boa parte das nossas cidades-dormitórios (como são conhecidos os municípios da Baixada Fluminense e alguns do interior, onde são poucas as ofertas de emprego), esta não dorme nunca. A Ceasa de Irajá, segunda maior central de abastecimento da América Latina, é hoje responsável por cerca de 80% dos hortifrutigranjeiros que se consome no Rio.
— Ela é responsável pela política de abastecimento do estado, mas também garante a agricultura familiar, que tem aqui um espaço garantido para comercializar seus produtos, além de alavancar o comércio de restaurantes, pequenos mercados e sacolões na capital e em outros municípios do estado. Aqui existe uma cidade que funciona 24 horas — afirma o presidente da Ceasa, Leonardo Brandão.
A Ceasa tem unidades ainda em São Gonçalo, Paty do Alferes, Nova Friburgo, São José do Ubá e Itaocara. A de Irajá — que só perde para a de São Paulo em produtividade — foi responsável pela comercialização de 1,8 milhão de toneladas de alimentos, que geraram cerca de R$ 1 bilhão no ano passado, garantindo renda para atacadistas, agricultores, fretistas, feirantes e comerciantes, entre outros tantos trabalhadores que madrugam para chegar no número 19.001 da Avenida Brasil.
Na última quinta-feira, no pavilhão 31, trabalhadores retiravam a carga de melancias vindas de Tocantins enquanto o motorista dormia na boleia do caminhão.
— Eles levam dois dias para trazer melancia de Tocantins até aqui. É que vêm no rebite (estimulante) — contou um carregador.
A central também conta com um banco de alimentos:
— Nós criamos um banco de alimentos, onde servidores selecionam, embalam e guardam em ambiente refrigerado alimentos que serão doados a cem instituições. Doamos cerca de 80 toneladas por mês — afirmou Leonardo Brandão.

Um comentário:

  1. Realmente parece uma pequena cidade. Não conheço, falo isso pelo que li na sua postagem. Muito legal eles fazerem doações.

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