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sábado, 28 de janeiro de 2012

Pavilhão de São Cristóvão

No Governo do Conde de Arcos, em 1806, foi criada uma feira que ficava no Campo de São Cristóvão e era muito concorida. Quando, em 1808, a Família Real ocupou a Quinta da Boa Vista, os batalhões de guarda escolheram o grande largo do Campo para exercícios militares. Em 1866 o local passou a chamar-se Praça D. Pedro I, mas com a Proclamação da República, seu nome passou a ser Praça Marechal Deodoro.

Neste local, até o início do Século XX se realizavam os desfiles militares, mas nesta época, o local voltou a ser conhecido como Campo de São Cristóvão, e nele foi construído um grande pavilhão de ferro para que as autoridades assitissem aos desfiles. Na década de 1960 foi alí construída uma grande estrutura elíptica, destinada a abrigar exposições, mas devido à sua arquitetura arrojada, que se apoiava apenas nas periferias, sem pontos de sustentação, acabou por desmoronar.

Já há muitos anos funcionava na rua em volta do Campo São Cristóvão uma tradicional Feira Nordestina, que era a maior aglomerado de tradições nordestinas fora do Nordeste. O Prefeito César Maia resolveu aproveitar o espaço abandonado do Pavilhão para abrigar esta feira.



Acima o Pavilhão,  visto de cima mostrando cobertura formada de cabos de aço em curva e presos à uma estrutura curva. 

Com a inauguração do Rio Centro, o velho pavilhão perdeu seu status de maior espaço para eventos da cidade, e começou a ter seu período de decadência .
Nos anos 80, várias escolas de samba o utilizavam como barracão, seu teto já apresentava vários problemas e as instalações estavam completamente dilapidadas, um incêndio de grandes proporções agravado pelo tipo de matéria prima que as escolas de samba utilizam provocou o desabamento de grandes trechos da cobertura pelo rompimento dos cabos de aço.
Depois desse evento o pavilhão foi abandonado pois foi interditado pela defesa civil.
A cobertura foi então removida, e o pavilhão ficou por muito tempo sem uso, até que em 2003 passou a abrigar a Feira de São Cristóvão, conferindo à mesma um ambiente arquitetônico interessante, curioso e com algumas histórias pregressas. Mas desta vez sem a cobertura.

O antigo Pavilhão de São Cristóvão se transformou no Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga e é hoje um dos pontos turísticos que mais atrai pessoas em todo o país. São cerca de 500 mil visitantes por mês.   









Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas
Campo de São Cristóvão S/Nº – Pavilhão de São Cristóvão – Bairro de São Cristóvão – Rio de Janeiro/RJ.  Tel.:2252 1867
Funcionamento
Terças, quartas e quinta s – 10:00 às 18:00 (Somente alguns restaurantes e barracas)
Sextas, sábados e domingos – 10:00 de sexta até 21:00 de Domingo
Taxa de Entrada - R$ 3,00.

4 comentários:

  1. Já estivemos lá, é bem legal, muitas coisas diferentes, artesanato do nordeste e comidas típicas, que não apetecem muito.

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  2. Foi muito bom para a feira ter migrado pro Pavilhão de São Cristóvão, ganhou uma infra estrutura melhor e recebe muito mais pessoas. Ainda não fui lá.

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  3. Estive no mês passado lá durante o evento de visitas a museus denominado Turismo Cultural no Bairro Imperial de São Cristóvão e que foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) entre os dias 19 e 20/05.

    Depois de passarmos pelo Templo Maçônico do Supremo Conselho do Brasil (um dos pontos do roteiro), eu e minha esposa resolvemos almoçar justamente aí no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.

    Com centenas de barracas de artesanato e de alimentação, o turista pode saborear um pouco da culinária típica do Nordeste mesmo estando no Rio de Janeiro. Nosso cardápio, como não poderia deixar de ser, incluiu a típica e apetitosa carne de sol.

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