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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Centro Coreográfico do Rio de Janeiro




COMPANHIA HANSEÁTICA DE CERVEJA

Fotos do  edifício sede da Companhia Hanseática de Cerveja, que funcionava na rua José Higino 115, na Tijuca. Em 1941 foi  adquirida pela Companhia Cervejaria Brahma, que utilizou o espaço até os anos 1990 .
É um edifício eclético, com um tramo nos dois primeiros pavimentos e o resto da fachada em arcos romanos imitando tijolos, com mais dois pavimentos no torreão central.
A fábrica Hanseática era de um  português chamado Severino de Oliveira e, entre outras, produzia a famosa cerveja Cascatinha.
 
 
 
Folheto da cerveja Cascatinha - Atente para a agua salubérrima da Serra da Tijuca.
 
 
Rótulo da Cerveja Hanseática Pilsen, já com produção da Brahma. Interessante os endereços, alem da Rua José Higino, tambem a Rua Marques de Sapucahy, exatamente onde foi construido o Sambódromo. 
 



Centro Coreográfico do Rio de Janeiro

O Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, desenhado pelos arquitetos Luiz Antônio Rangel e Ricardo Macieira, ocupa parte das instalações da antiga fábrica de cerveja, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. O projeto conservou a imagem externa da edificação, considerada um marco na memória do bairro, concentrando as intervenções nos interiores, para adequá-los às especificidades do novo programa.

Ao projetar uma unidade do hipermercado Extra, no térreo e no primeiro andar das antigas instalações da cervejaria, o arquiteto sugeriu ao grupo controlador Pão de Açúcar que cedesse à prefeitura carioca a utilização cultural da parte alta do prédio, inapropriada ao novo uso. Com o sinal verde da empresa, ele buscou uma parceria com a Secretaria Municipal das Culturas.

Foi assim que nasceu o complexo cultural, inaugurado no segundo semestre de 2004. O centro, dedicado ao estudo e pesquisa da dança, promove intercâmbios com artistas e especialistas, forma bailarinos, coreógrafos e diretores, além de produzir espetáculos.

O centro é composto por salas de dança e ensaio; centro de memória com biblioteca, videoteca e bancos de dados; sala de múltiplo uso, para conferências, seminários etc.; apartamentos para visitantes; sala de exposições/galeria de arte; loja de material de dança, café, auditório para 300 pessoas e administração/serviços.

O programa foi acomodado na totalidade do segundo ao sexto andares - tudo somado, chega a cerca de 3800 metros quadrados.

A antiga fábrica é composta por dois volumes ligados: o primeiro, erguido entre 1904 e 1914, abrigou a Hanseática, a primeira cervejaria do Rio; o segundo, dos anos 1940, foi construído pela Christiani Nielsen, responsável por várias instalações industriais do período.

“O bloco da Hanseática é um edifício eclético, com um tramo nos dois primeiros pavimentos e o resto da fachada em arcos romanos imitando tijolos, com mais dois pavimentos no torreão central”, descreve Rangel. Ali, os interiores estavam divididos irregularmente. “Só se salvava o salão do segundo pavimento, com esbeltas treliças de concreto”, recorda o arquiteto.

O volume da década de 1940 fica na lateral do primeiro e, além do pavimento de acesso, possui quatro andares-tipo. “Ele tem fachadas semidéco, embasamento em pilares largos, tratamento vertical de cheios e vazios nos demais pavimentos, beiral saliente e telhado aparente com quatro águas. Os interiores são amplos e livres, com grandes pés-direitos”, diz Rangel.

As fachadas foram restauradas com base em pesquisa iconográfica e levantamento da pintura original. Atrás do conjunto, sobre o prédio do hipermercado, fica o volume das salas de dança - chamado de anexo -, sobre o qual existiam duas cúpulas, demolidas. Rangel propôs uma releitura desse elemento com a estrutura metálica coberta por lona (este último material não foi instalado).

O projeto foi elaborado de forma a garantir ao espaço cultural entrada e operação independentes. Externamente, o acesso ao hall e portaria de controle se dá por rampa e plataforma diante da escada. Ele deveria contornar a sala de espetáculos (volume novo, não construído), passando também pela loja de dança e café, o que, na opinião de Rangel, favoreceria a integração com o público externo – “mas não se construiu a sala nem se liberaram as lojas”, observa.

O acesso público ocorre, de fato, no terceiro andar, ocupado pelo centro de memória e sala de reuniões.

Do terceiro pavimento, pela escada do vazio do bloco da Hanseática, atinge-se o andar inferior, onde estão hall de serviço, foyer, camarins para bailarinos e a sala de dança, que, “na falta da sala de espetáculos projetada, tornou-se espaço cênico”, informa o arquiteto.

No quarto piso ficam, além da sala de exposições, mais duas salas de dança (no anexo). No pavimento superior (quinto), ao qual se chega por elevador, está a administração. No último ficam os apartamentos para visitantes, com quartos no mezanino.












CENTRO COREOGRÁFICO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Rua José Higino, 115 – Tijuca
Tel.: (21) 2570-1247
E-mail:
ccoreografico@uol.com.br
Aberto de segunda-feira a domingo, das 9h às 22h.

6 comentários:

  1. Muito interessante, não tinha conhecimento de nada disso. A história do Rio é muito vasta.

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  2. Esse e mais um exemplo de como se pode preservar antigos predios e casarões, não precisa por abaixo. Pena que monumentos como o Palacio Monroe tenham ido abaixo em nome do progresso.

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  3. Caro Luiz,

    Eu estava ansiono por este artigo seu. Trata-se de uma preciosa contribuição para a memória histórica daqui da Grande Tijuca. E, sem dúvida, o Centro Coreográfico também foi outra coisa importante que o Poder Público proporcionou à sociedade, preservando o nosso patrimônio arquitetônico antigo com atividades culturais. E até o supermercado Extra de certo modo ajuda atraindo movimento para o local.

    Abraços.

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  4. Infelizmente, a historia desse prédio é contada somente a partir de 1941, quando a Bhrama o adquiriu? Gostaria de saber da fase anterior, desde a construção. Quando ele surgiu? Quem foi o construtor? Quem era o dono?Obrigado
    L[a sempre foi cervejaria? De onde surgiu o nome? Gostaria enfim de saber toda a sua historia. Obrigado.

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  5. trabalhei na brahma até o fechamento em 1991, melhor emprego que eu tive

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    1. Morei na Rua Uruguai e nos anos 70, lembro de ver um incendio perto desta chaminé.
      Era muito pequeno nesta época.

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