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sábado, 2 de junho de 2012

Napoleão em Parada de Lucas

Calma, não estou querendo convencer ninguem que o grande imperador e conquistador frances que viveu no seculo XVII algum dia esteve no suburbio de Parada de Lucas.
O Napoleão em questão é apenas um cabo de vassoura que virou um cavalo de pau.
Quem fez o antigo ginasio nos anos 1970 deve ter lido algum livro de Origenes Lessa, pelo menos na escola São Paulo, os professores adoravam mandar ler aqueles livrinhos da Ediouro,e Origenes Lessa era um dos autores mais populares.
Talvez o mais famoso livro dele seja "O Feijão e o Sonho" que a Globo transformou em novela, ou talvez seja "Memórias de um cabo de vassoura". Tambem li "Confissões de um vira lata", "Memórias de um fusca" e... "Napoleão em Parada de Lucas", que é a continuação do "Memórias de um cabo de vassoura".
Ainda tenho esse livro, mas ja não lembro bem dos detalhes, peguei esse resumo na internet. Da vontade de ler de novo.

Lessa começa contando como era a vida do tronco de árvore na floresta, depois do corte e transporte, passando pela manufatura até chegar a forma de Cabo de Vassoura.
Narra na primeira pessoa, como se fosse um humano falando de seus desejos e sentimentos, conversa com outros objetos da casa, coloca apelidos como: "engole pó" para o aspirador. Trata-se de uma prosopopéia alegre e altamente crítica, pois suas observações sobre o comportamento humano são recheadas com molho de pimenta.
Esse simples pedaço de madeira amou com todas suas fibras de células, transbordava carinho, afeto, era pobre e sofrido, de cabo de vassoura foi transformado em cavalo de pau pelo menino Mariozinho que lhe proporcionou os melhores momentos de sua humilde vida.
Seu maior orgulho foi ter recebido o nome de - Napoleão - se sentia o próprio imperador e contava suas aventuras de cavalo de pau fazendo inveja aos mais caros brinquedos importados. Como o Robô japonês que fazia inveja até mesmo aos seu colegas da tv, aprendeu falar "basileilo" com o Cabo de Vassoura e ensinou-lhe um pouco de japonês.
O desepero tomou conta dos brinquedos quando perceberam a chegada do Natal, todos temiam serem jogados no encinerador, mas "Napoleão" os tranquilizou falando de um menino pobre, doente, o filho da cozinheira que viria passar o Natal com a família e iria escolher os brinquedos velhos. O tambor furado disse que ainda era capaz de emitir alguns sons, o ursinho de barriga rasgada falou que alguém poderia fazer uma sutura em seu machucado, o carrinho sem rodas achou que isso não tinha importancia, mas Napoleão se deu conta de que ele não era brinquedo de verdade, era só um cabo de vassoura e uma lágrima de resina escorreu-lhe.
Mariozinho ganhou uma bicicleta e esqueceu-se de Napoleão. Marquinhos, o filho da cozinheira, foi escolher os brinquedos velhos, foi colocando todos num saco, Mariozinho chegou perto, pegou Napoleão, acariciou-o, olhou demoradamente para ele e disse, pode levar o Napoleão pra você Marquinhos.
Era um cabo de vassoura um tanto gente... às vezes, melhor do que muita gente.
Talvez para não deixar morrer as memórias, Lessa escreveu: Napoleão em Parada de Lucas, uma nova história para o cabo de vassoura na casa de Marquinhos.

Depois, Lessa ainda escreveu mais dois livros contando as historias do cabo de vassoura:
"Sequestro em Parada de Lucas" e "Napoleão ataca novamente"


Livros de facil leitura, naqueles tempos dava pra ler numa tacada só.

Um comentário:

  1. Ai que saudade me deu do Colégio São paulo agora. Também li esses livros, não me lembro se li todos mas, uns 3 com certeza. E esse do cabo de vassoura é o meu preferido, li várias vezes. Quanta inocência numa história simples e comovente, mas que deixou boas lembranças na nossa geração.

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