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domingo, 13 de novembro de 2011

Jockey Clube da Ilha do Governador

Voce sabia que a Ilha do Governador ja teve um hipódromo? Hoje em dia so conhecemos o Hipódromo da Gávea, onde se disputa anualmente o famoso Grande Premio Brasil.
Até meados dos anos 1950, no local atualmente conhecido como “ Portuguesa “ , havia apenas um vale que se estendia desde a Estrada do Galeão até a Praia do Dendê. 
Para suas corridas, em terrenos do empresário Valentim Bouças, no Jardim Guanabara, Ilha do Governador, foi construído um hipódromo sobre cuja arquibancada foi erguida uma imponente marquise de linhas arquitetônicas modernas, ao estilo de Brasília e do Museu de Arte Moderna do Rio. 
A inauguração do hipódromo deu-se em 6 de agosto de 1961, cuja corrida inicial foi vencedor o cavalo “ Gandaia”. Para a sua construção a região que ia desde a Estrada do Galeão até as praias dos Galegos e Dendê foi totalmente aplainada, restando apenas algumas poucas elevações junto a região ocupada atualmente pelo conjunto residencial Village da Ilha. As cocheiras foram construídas próximas a uma nascente, na Avenida Maestro Paulo e Silva, onde fica hoje o Ilha Plaza. 


No entanto, sufocado pelo Decreto 50.578, de 12.05.1961, pelo qual Jânio Quadros limitava as corridas aos domingos e feriados e proibia as apostas fora dos hipódromos, por meio das agências, o turfe nacional estava em crise e o Jockey Club Guanabara não suportou a pressão, e em 1962 fechou as portas.

Pouco tempo depois, o hipódromo foi comprado pela Associação Atlética Portuguesa, simpático clube carioca fundado em 17.12.1924, que o transformou no Estádio Luso Brasileiro, com gramado natural de 108 x 78m e capacidade para 15 mil espectadores (depois reduzida para 12 mil, por motivos de segurança).


Acima vemos a foto do hipódromo e embaixo a foto do estádio da Portuguesa. A cobertura da arquibancada foi preservada.

Fontes:
Terra fotolog - Ilha
Portal da Ilha
Site Templos do Futebol
Site Campeões do Futebol






Um comentário:

  1. Muito interessante e realmente tivemos um Rio há 50,60 anos atrás e outro Rio hoje.Muito bom este acervo!

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